sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

AREZ (Nisa): Festejos de Carnaval na sede da ASAA


QUERQUS denuncia: Mais um parque eólico com problemas, dentro de uma área protegida

Parque eólico do Alto dos Forninhos
Numa altura em que já é visível a instalação de um parque eólico no Alto dos Forninhos, no Parque Natural da Serra de São Mamede, em Portalegre, a Quercus vem alertar para vários problemas já detetados e para outros que estão a ser analisados.
A Quercus é favorável à utilização de energias renováveis em vez de energias não renováveis, contudo é importante relembrar que mesmo as energias renováveis não têm impactes neutros no ambiente e, nalguns casos, os efeitos podem ser mesmo muito negativos. No caso dos parques eólicos em particular, são necessários cuidados acrescidos e assim, como posição de princípio, a Quercus é desfavorável à implantação de parques eólicos dentro das Áreas Classificadas.
Uma vez que a instalação dos parques eólicos pode ter efeitos negativos na paisagem, geologia, flora, e fauna das regiões onde são implantados, tais circunstâncias obrigam a que os mesmos devam ser sempre objeto de avaliações adequadas, antes, durante e depois da sua implantação, de forma a evitar efeitos indesejáveis. Isso não aconteceu no parque eólico do Alto dos Forninhos, onde pelos impactes que se prevêem ocorrerem, por exemplo ao nível da fauna (morcegos e aves sobretudo), deveria ter sido realizada uma Avaliação de Impacte Ambiental, mas apenas foi realizada uma Avaliação de Incidências Ambientais.
Por outro lado, as populações deveriam ter sido envolvidas de forma abrangente em todo o processo que levou à decisão de instalação do parque eólico, na medida em que a ampla participação dos cidadãos em todas as fases dos processos decisórios é um imperativo da nossa democracia. Todos teriam a ganhar, por exemplo, se tivessem decorrido nas freguesias debates públicos participados, situação que não aconteceu.
 Também os impactes visuais do parque eólico são já objeto de críticas de muitas pessoas residentes na zona e esse impacto na paisagem ultrapassa em muito os dez quilómetros avaliados, sendo que a muitos mais quilómetros de distância, é o próprio perfil da Serra de São Mamede que fica alterado.
A Quercus tem ainda verificado que existiram alterações ao próprio projeto, tais como o alargamento da Estrada Municipal 522 (estrada florestal), que nem sequer estava previsto no projeto inicial, e que tais alterações provocam ainda um maior impacte na flora e na fauna, através da pressão humana acrescida e da criação de um efeito barreira nessa área.
Por tudo isto, no ano em que se comemoram os 25 anos da criação do Parque Natural da Serra de São Mamede, a Quercus apela a que as populações possam participar na discussão do que está a ocorrer neste Parque Natural, com vista a darem um maior contributo para a preservação do bem comum que é a Serra.
Portalegre, 27 de fevereiro de 2014
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza
A Direção do Núcleo Regional de Portalegre da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza
Para mais informações contactar:
* José Janela – Presidente do Núcleo Regional de Portalegre da Quercus – 96 020 70 80
* Nuno Sequeira – Presidente da Direção Nacional da Quercus – 93 778 84 74

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Quercus apresenta ranking em vésperas de eleições europeias

Quem são os eurodeputados campeões pelo clima e os seus destruidores?
À beira de eleições para o Parlamento Europeu, a Quercus numa parceria com a Sanbag do Reino Unido, a Rede Europeia de Ação Climática, a WWF e a EU-Parlameter, apresentam um ranking dos eurodeputados portugueses, tendo por base 11 decisões relevantes tomadas nos últimos 5 anos em relação à política climática europeia. Cada assunto (ou voto), de acordo com a importância do tema, ponderou de forma diferente na contabilização total. O alinhamento com a posição defendida pelas organizações não governamentais de ambiente, favorecendo uma ação positiva e ambiciosa relativamente ao tema das alterações climáticas, merecia o valor de um; um voto contra, uma abstenção ou a ausência de voto foi contabilizada como "zero".
 A avaliação específica de cada um dos eurodeputados pode se encontrada em http://www.laurencewatson.co.uk/index.php, permitindo uma consulta rápida sobre se um determinado eurodeputado é um campeão pelo clima ou um destruidor do clima, ou tem uma classificação intermédia.
7 eurodeputados "campeões pelo clima", 5 "amigos do clima", 2 eurodeputados "destruidores do clima"
 Numa pontuação que variou entre 0 e 100, Portugal tem 7 deputados no Parlamento Europeu que a Quercus considera "campeões pelo clima": Alda Sousa, Luís Paulo Alves, Rui Tavares, Elisa Ferreira, António Correia de Campos, Marisa Matias e Capoulas Santos, (um independente, dois do Bloco de Esquerda e os restantes do PS), tendo Alda Sousa obtido mesmo pontuação máxima (100).
 Os 5 "amigos do clima" nunca votaram, mas em diversas ocasiões abstiveram-se ou não participaram em algumas votações. São eles Vital Moreira, Ana Gomes, Edite Estrela, Inês Zuber e João Ferreira (deputados pelo PS e PCP).

Os deputados Mário David e Nuno Teixeira do PSD foram um claro obstáculo à política climática europeia, com sete votos contra em 11 decisões.

POESIA SOCIAL DO ALENTEJO (3)

Toada de Portalegre
"Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Morei numa casa velha,
À qual quis como se fora
Feita para eu Morar nela...

Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
- Quis-lhe bem como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego.

Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De montes e de oliveiras
Ao vento suão queimada
( Lá vem o vento suão!,
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão...)
Em Portalegre, dizia,
Cidade onde então sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem fôr,
Na tal casa tosca e bela
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela,
Tinha, então,
Por única diversão,
Uma pequena varanda
Diante de uma janela

Toda aberta ao sol que abrasa,
Ao frio que tosse e gela
E ao vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda
Derredor da minha casa,
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos e sobreiros
Era uma bela varanda,
Naquela bela janela!

Serras deitadas nas nuvens,
Vagas e azuis da distância,
Azuis, cinzentas, lilases,
Já roxas quando mais perto,
Campos verdes e Amarelos,
Salpicados de Oliveiras,
E que o frio, ao vir, despia,
Rasava, unia
Num mesmo ar de deserto
Ou de longínquas geleiras,
Céus que lá em cima, estrelados,
Boiando em lua, ou fechados
Nos seus turbilhões de trevas,
Pareciam engolir-me
Quando, fitando-os suspenso
Daquele silêncio imenso,
Sentia o chão a fugir-me,
- Se abriam diante dela
Daquela
Bela
Varanda
Daquela
Minha"
Janela,
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Na casa em que morei, velha,
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
À qual quis como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego...

Ora agora,
?Que havia o vento suão
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
Dói nos peitos sufocados,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão,
Que havia o vento suão
De se lembrar de fazer?

Em Portalegre, dizia,
Cidade onde então sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for,
?Que havia o vento suão
De fazer,
Senão trazer
Àquela
Minha
Varanda
Daquela
Minha
Janela,
O documento maior
De que Deus
É protector
Dos seus
Que mais faz sofrer?

Lá num craveiro, que eu tinha,
Onde uma cepa cansada
Mal dava cravos sem vida,
Poisou qualquer sementinha
Que o vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda,
Achara no ar perdida,
Errando entre terra e céus...,
E, louvado seja Deus!,
Eis que uma folha miudinha
Rompeu, cresceu, recortada,
Furando a cepa cansada
Que dava cravos sem vida
Naquela
Bela
Varanda
Daquela
Minha
Janela
Da tal casa tosca e bela
Á qual quis como se fora
Feita para eu morar nela...

Como é que o vento suão
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
Dói nos peitos sufocados,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão,
Me trouxe a mim que, dizia,
Em Portalegre sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for,
Me trouxe a mim essa esmola,
Esse pedido de paz
Dum Deus que fere ... e consola
Com o próprio mal que faz?

Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for
Me davam então tal vida
Em Portalegre; cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros,
Me davam então tal vida

- Não vivida!, sim morrida
No tédio e no desespero,
No espanto e na solidão,
Que a corda dos derradeiros
Desejos dos desgraçados
Por noites do tal suão
Já varias vezes tentara
Meus dedos verdes suados...

Senão quando o amor de Deus
Ao vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda,
Confia uma sementinha
Perdida entre terra e céus,
E o vento a trás à varanda
Daquela
Minha
Janela
Da tal casa tôsca e bela
À qual quis como se fôra
Feita para eu morar nela!

Lá no craveiro que eu tinha,
Onde uma cepa cansada
Mal dava cravos sem vida,
Nasceu essa acàciazinha
Que depois foi transplantada
E cresceu; dom do meu Deus!,
Aos pés lá da estranha casa
Do largo do cemitério,
Frente aos ciprestes que em frente
Mostram os céus,
Como dedos apontados
De gigantes enterrados...
Quem desespera dos homens,
Se a alma lhe não secou,
A tudo transfere a esperança
Que a humanidade frustrou:
E é capaz de amar as plantas,
De esperar nos animais,
De humanizar coisas brutas,
E ter criancices tais,
Tais e tantas!
Que será bom ter pudor
De as contar seja a quem for!

O amor, a amizade, e quantos
Mais sonhos de oiro eu sonhara,
Bens deste mundo! que o mundo
Me levara,
De tal maneira me tinham,
Ao fugir-me, Deixando só, nulo, vácuos, A mim que tanto esperava
Ser fiel,
E forte,
E firme,
Que não era mais que morte
A vida que então vivia,
Auto-cadáver...

E era então que sucedia
Que em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Aos pés lá da casa velha
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casa que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
- A minha acácia crescia.

Vento suão! obrigado...
Pela doce companhia
Que em teu hálito empestado
Sem eu sonhar, me chegara!

E a cada raminho novo
Que a tenra acácia deitava,
Será loucura!..., mas era
Uma alegria
Na longa e negra apatia
Daquela miséria extrema
Em que vivia,
E vivera,
Como se fizera um poema,

Ou se um filho me nascera.
José Régio

sábado, 22 de fevereiro de 2014

NISA: Criado o grupo NisaPets - Activismo Animal

O QUE É O NISAPETS?
O NISAPETS é um grupo constituído por munícipes e simpatizantes do Concelho de Nisa que pretendem ter uma ação cívica ativa. Somos um grupo cívico informal que atua com um estatuto voluntário.
PORQUE CONSTITUÍMOS O GRUPO NISAPETS?
Na sequência de vários casos de maus tratos a animais identificados no nosso Concelho, sentimos a necessidade imperativa de abandonar uma postura de resignação e adotar uma postura de proatividade no despertar de consciências desta pequena comunidade para a importância do respeito pela vida animal e pelo ecossistema.
QUAIS OS OBJETIVOS A QUE SE PROPÕE O NISAPETS?
O NISAPETS pretende sensibilizar a comunidade, através da disponibilização de informação, para a importância do respeito e de uma coabitação pacícifa e saudável com os animais de que são detentores e para com os animais errantes. Nesta fase, incluiremos apenas cães e gatos.
COMO PRETENDE O NISAPETS ATINGIR OS SEUS OBJETIVOS?
Está provado que a informação à comunidade e o controlo da população de animais errantes, são os fatores chave na promoção de uma coexistência pacífica entre ambos. Pois é isso que o NISAPETS se propõe, nomeadamente:
Implementação do programa CED, que é um método humano e eficaz de controlo de colónias de gatos e de redução da população felina silvestre. O processo envolve a captura dos gatos de uma colónia, a sua esterilização, um pequeno corte na orelha esquerda para fins de identificação, desparasitação e, por fim, a devolução do animal de volta ao seu território de origem. Um prestador de cuidados fornece comida e abrigo aos gatos devolvidos, monitoriza a colónia à procura de elementos novos e faz a mediação dos conflitos que possam surgir entre os gatos e a comunidade envolvente;
Recolha de cães abandonados, sua esterilização, colocação de microchip e posterior seguimento para adoção responsável;
Campanhas de sensibilização nas escolas, de forma a captar e envolver toda a comunidade estudantil, no apoio ao projeto NISAPETS;
Organização de eventos destinados a toda a população concelhia, com atividades que promovam o bem-estar animal;
Pedidos de apoio na disponibilização de meios à Autarquia de Nisa;
Pedidos de apoio a clínicas médico-veterinárias existentes no Concelho, no sentido de apoiarem o projeto NISAPETS através de serviços;
Participação do NISAPETS em festas e feiras do Concelho de Nisa, como forma de divulgar o seu trabalho e de sensibilizar a população através de folhetos informativos que esclarecerão para a importância do trabalho que desenvolvemos.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Presidente da Câmara Municipal procura soluções para as Termas de Nisa

NOTA DE IMPRENSA DA CÂMARA MUNICIPAL DE NISA
" A convite da Presidente da Câmara Municipal de Nisa, deslocou-se às Termas de Nisa o Presidente da ERT Alentejo, para se inteirar da situação e procurar soluções conjuntas para a promoção do complexo termal.
 No passado dia 17 de fevereiro, no âmbito de uma visita de trabalho ao concelho de Nisa, o Presidente da Entidade da Região de Turismo do Alentejo, Ceia da Silva, visitou a convite da Presidente da Câmara Municipal as instalações das Termas de Nisa.
O objectivo desta visita assentou, principalmente, na informação objetiva da situação atual do complexo termal e na procura, conjunta, para encontrar soluções para financiamento de um plano comercial e promocional da actividade termal junto de potenciais aquistas, no âmbito da ação, regional, nacional e internacional da ERT Alentejo.
Relembre-se qua após a sua inauguração em agosto de 2009, esta infra-estrutura tem vindo a decair em termos de utilização, não correspondendo às expectativas iniciais, estando, neste momento, o Executivo Municipal, a desenvolver as démarches cruciais para inverter a tendência negativa dos anos anteriores."

CIMAA repudia o encerramento de tribunais no Distrito Portalegre

MOÇÃO
A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo tomou conhecimento do diploma regulamentar, anunciado no final do Conselho de Ministros do passado dia 6, sobre a Reorganização Judicial aprovado pelo Governo naquela data.
Deste diploma, resulta o encerramento de 20 tribunais, a conversão de outros 27 em “secções de proximidade” e a criação de 23 comarcas, a que correspondem 23 “grandes tribunais” distribuídos pelas 18 capitais de distrito.
Serão criados “grandes tribunais” e os restantes ficarão progressivamente esvaziados de processos, sendo expectável que venham a perder funcionários e, por fim, o seu encerramento.
Assim sendo, a CIMAA com o objetivo salvaguardar o direito fundamental de acesso à justiça, que com esta reforma considera claramente colocado em causa, repudia o encerramento do tribunal de Castelo de Vide, bem como a passagem dos tribunais de Nisa e Avis a mera secção de proximidade e o desmantelamento do atual Círculo Judicial de Portalegre.
Neste contexto e de acordo com este diploma, vão deixar existir as atuais Comarcas para passarem a funcionar apenas “Secções de Competência Genérica”. Esta alteração implicará que as ações cíveis de valor superior a 50 mil euros e os processos-crime da competência de Tribunal Coletivo e de Júri deixam de ter lugar nas atuais Comarcas e passam a decorrer apenas na Secção de Portalegre.
Esta reorganização fomenta a dispersão e a não fixação de muitos técnicos na região e incentiva o desinvestimento, colocando em causa o desenvolvimento do interior do país.
Por outro lado, resulta igualmente claro que a redução do número de magistrados e funcionários judiciais na nossa região acaba por ser inevitável.
Sendo assim, a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, reunida em 18 de fevereiro de 2014, torna público que tomou, por unanimidade, a seguinte posição:
1.- Manifestar a sua total discordância pelo teor da Lei de Organização do Sistema Judiciário, aprovada pelo Governo, que prejudica gravemente o Interior do País, o distrito de Portalegre;
2.- Mostrar-se solidária com os magistrados, advogados e funcionários judiciais, pelas dificuldades que se levantam no seu futuro profissional, em especial aos que são residentes no distrito de Portalegre;
3.- Demonstrar a este setor diretamente afetado e à população em geral a sua solidariedade, disponibilizando-se em desenvolver todos os esforços e ações que possam permitir manter, todos os Tribunais do distrito, nas suas valências;
4.- Dar conhecimento público da discordância da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo em relação a todo o tipo de medidas desta natureza, que têm como consequência imediata o crescimento do processo de despovoamento e envelhecimento demográficos, que se têm notado em toda a zona Interior do nosso País.
5.- Finalmente, dar conhecimento desta deliberação à Assembleia Intermunicipal e aos órgãos de comunicação social da região, e remetê-lo ao Governo e Ministra da Justiça, à Assembleia da República e seus Grupos Parlamentares, bem como à Presidência da República
CIMAA, 18 de fevereiro de 2014.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

TOLOSA (Nisa): XII Passeio TT Motos/Quads


Reabilitação Urbana é prioritária para o Município de Nisa


NOTA DE IMPRENSA DA CÂMARA MUNICIPAL DE NISA
" A Câmara Municipal de Nisa aprovou a delimitação das Áreas de Reabilitação Urbana do “Mercado Municipal de Nisa e Áreas Envolventes” e do “Centro Histórico De Nisa”, assumindo o seu papel na promoção das medidas necessárias à reabilitação de áreas urbanas de Nisa.
 Tendo considerado de primordial importância a requalificação e reabilitação urbana de Nisa, o actual Executivo Municipal, após a sua tomada de posse, designou como prioritária a aprovação das Áreas de Reabilitação Urbana de Nisa.
Esta urgente ação resultou de uma ineficiente condução de processos no que se refere à candidatura da operação “Requalificação e Reabilitação Urbana de Nisa (1ª fase)” ao Eixo 3 – Coesão Local e Urbana, do INALENTEJO – Programa Operacional Regional do Alentejo 2007/2013, o que resultou na não aceitação da candidatura por parte da entidade gestora do programa, com graves prejuízos para a população.
Aquele processo foi recusado em duas candidaturas consecutivas - 2012 e 2013 -, fundamentado pelos avaliadores do INALENTEJO pela omissão de diversos elementos fundamentais, nomeadamente a inexistência de enquadramento da operação numa Área de Reabilitação Urbana (ARU).

Perante tal situação foram, de imediato, desencadeados todos os mecanismos necessários à sustentação do processo em causa, resultando na aprovação pelos órgãos competentes e publicação em Diário da República, da delimitação das Áreas de Reabilitação Urbana denominadas “Mercado Municipal de Nisa e Áreas Envolventes” e “Centro Histórico De Nisa” bem como os Programas Estratégicos das respetivas Operações de Reabilitação Urbana, fator essencial para um posterior financiamento por parte das entidades competentes, situação descurada anteriormente."

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Aprovação do Relatório Anual de Atividades da CPCJ de Nisa - 2013

A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Nisa reuniu, na sua modalidade alargada, no dia 27 de janeiro de 2014, tendo aprovado o Relatório Anual de Atividades de 2013 por unanimidade, bem como o seu Plano de Ação para o ano de 2014.
O relatório inclui toda a atividade processual de 2013, bem como as atividades desenvolvidas no âmbito do Plano de Ação Local de Promoção e Proteção dos Direitos da Criança.
No âmbito do Plano de Ação para o ano de 2014,, foram  apresentadas as atividades previstas, a desenvolver pelos membros da Comissão, com a colaboração de toda a comunidade local, e das instituições parceiras.
A presidente da CPCJ de Nisa, Adelaide Caçador, congratulou-se com todo o trabalho desenvolvido bem como com o envolvimento de todos os parceiros que, inequivocamente, contribuíram para a execução do Plano de Atividades em 2013. 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

BOMBOS DE NISA: Actuações em Março 2014

Os Bombos de Nisa - Associação Recreativa e Cultural, tem já programadas algumas actuações para o próximo mês de Março, entre elas a sempre aguardada participação e animação da Rota do Contrabando, que este ano completa 15 anos.
Assim, no Dia 1 de Março, os Bombos actuam no Jerónimus Bar (Nisa), à meia-noite.
No dia seguinte (Dia 2) rumam até Monte do Trigo (Portel) onde  vão animar os festejos de Carnaval. A actuação dos Bombos de Nisa tem início pelas 15 horas.
No dia 22 de Março (sábado) os Bombos estarão em Cedillo (Espanha) para esperar e acompanhar o percurso final da conhecida e internacional Rota do Contrabando, este ano realizada entre Salavessa (Nisa) e Cedillo - Extremadura (Espanha), estando a chegada dos primeiros caminheiros pelas 14 horas.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

POESIA SOCIAL DO ALENTEJO (3)

O FERREIRO
Esta noite em toda a noite
Pus a forja a trabalhar
Fartei-me com dar à unha
Prá empreitada acabar

I
Estou muito satisfeito
Com a minha invenção
Fiz a máquina que produz pão
E a fábrica de fazer leite
Fiz manter o respeito
Porque vergonha já há pouca
Já se pode andar à foita
Porque ninguém tem a culpa
Eu fiz tudo "à la minuta"
Esta noite em toda a noite
II
Para haver fado em todo o lado
Fiz trezentas mil guitarras
Inventei as novas armas
P´ra vencer a nova guerra
Aqui é que ninguém erra
Todo o mundo vai pasmar
Fiz submarinos p´ra voar
Fiz o avião que não pousa
Mas para haver tanta coisa
Pus a forja a trabalhar.
III
Destruí a máquina tractor
Para bem do nosso povo
E fiz material novo
Para se viver com amor
Fiz a máquina sem calor
Que faz da água espuma
Não tenho dúvida nenhuma
Em fabricar a máquina a vento
Arranjei pão p´ra toda a gente
Fartei-me com dar à unha
IV
Acabei com o ferramental
E fiz a máquina universal
Que a todos era precisa
Visto que o trabalho é mau
E para que servia tanto pau
Para o mundo se alimentar
Eu pus tudo a descansar
Ainda antes do nascer do sol
Mas fartei-me com dar ao fole
Prá empreitada acabar.
Benvindo Graça