sábado, 29 de março de 2014

VILA VELHA DE RÓDÃO: Festa dos Fornos de Amarelos

Convida-se o Vosso órgão de Comunicação Social a estar presente, no próximo dia 6 de abril, na localidade de Amarelos, freguesia de Sarnadas de Ródão, para assistir ao programa alusivo à Festa dos Fornos de Amarelos.
PROGRAMA:
6 abril
10h-18h > Saberes e sabores tradicionais com dinamização de fornos da lenha na aldeia dos Amarelos
10h – Arruada pelo Grupo de Bombos Toc & Ródão
10h30 – Início da confeção, mostra e venda de pão e doçaria tradicional (biscoitos, cavacas, tigeladas, filhós, broas de mel,…)
11h – Início da projeção do filme “Os Fornos de Amarelos” ( documentário 1ª edição)
         - Animação de rua > Grupo Domingos e Dias Santos
12h30 – Almoço de sabores tradicionais
Ø Sopa de feijão grande em panela de ferro
Ø Sopas de Boda
Ø Ensopado de borrego
Ø Farinheira assada
Ø Grelhada mista
Ø Migas de couve com broa
Ø Arroz doce e tigelada
14h – Revitalização das tradições > Demonstração de processo de fiação do linho e cantares do linho > Passeios de burro
15h – Desfile/cortejo pelas ruas de tabuleiros com produtos confecionados
 Tapetes à janela> Trapologia pela artesã Maria do Céu Marques >
Ø       Exemplar centenário
Ø       Organização: Associação Desportiva e Cultural dos Amarelos
Apoio: Autarquia de Ródão

sábado, 22 de março de 2014

NISA: Baile da Pinhata do Sport Nisa e Benfica


Quercus exige retirada de proposta de financiar novos eucaliptais com fundos comunitários


A Quercus avaliou a versão de 10 de Março do documento para aplicação de fundos comunitários para o desenvolvimento rural do Gabinete de Políticas e Planeamento do Ministério da Agricultura e do Mar – Programa de Desenvolvimento Rural Continente 2020, tendo considerado inaceitável a proposta de financiar novos eucaliptais, ainda para mais em terras agrícolas.
O documento de proposta do Programa de Desenvolvimento Rural para o Continente 2014-2020 apresentado pelo Gabinete de Políticas de Planeamento do Ministério da Agricultura, apesar de ter algumas propostas que a Quercus vê como importantes para o desenvolvimento sustentável do mundo rural, como a instalação de mosaicos agro-florestais para aumento da resiliência do território aos incêndios florestais e um ligeiro aumento do financiamento comunitário para a gestão da floresta que poderá chegar aos 80% a fundo perdido, apresenta também propostas contraditórias, como o apoio a novas plantações de eucaliptos em terras agrícolas, assim como em espaços florestais onde ocorrem outras espécies como o pinheiro-bravo e outras espécies da nossa floresta autóctone.
Neste contexto, constatando-se que as condições de acesso propostas permitem apoiar até 40% a fundo perdido a plantação para as espécies de rápido crescimento – leia-se eucaliptais em rotações com uma duração entre 8 e 20 anos - tal configura uma ajuda pública a iniciativas particulares ou empresariais que concorrem livremente no mercado e não necessitam de quaisquer incentivos. Sendo já o eucalipto a espécie mais representativa no nosso espaço florestal, ultrapassando os 820.000 hectares com tendência para aumentar (a avaliação do próprio ICNF ao novo regime de arborização verificou que 92% dos pedidos se destinam a plantações de eucaliptos), mesmo sem financiamento, é muito estranho que a politica pública se concentre em aumentar ainda mais a área ocupada por monoculturas de eucalipto.
Mais, os dados do inventário florestal comprovam a fraca produtividade do eucalipto devido à sua má instalação e à gestão, mesmo em áreas com melhor aptidão, uma situação insustentável que faz com que Portugal importe hoje perto de 2.000.000 de m3 para satisfazer as necessidades da indústria de celulose, apesar de também exportarmos madeira de eucalipto para Espanha.
Havendo pois um problema de produtividade, a Quercus considera que os fundos públicos e comunitários devem ser concentrados na reconversão dos eucaliptais mal instalados e sem gestão, em novos eucaliptais em zonas de aptidão A e B e na substituição do eucalipto por espécies autóctones em áreas de C e D, estas última de preferência em áreas classificadas (Rede Natura 2000, Áreas Protegidas, Sítios Ramsar), tendo em vista resolver o problema de abastecimento e mitigar os impactes ambientais.
Não é pois aceitável que haja qualquer tentativa de aumentar a área ocupada neste momento por eucalipto, quando bastaria melhorar a produtividade na área já ocupada pela espécie, algo que só se compreende pela miopia dos decisores políticos que, sem visão estratégia para a floresta portuguesa, está a permitir que o país caminhe a passos largos para ter uma cultura contínua de uma só espécie florestal, compactuando com flagelo dos fogos florestais, e não tenha um politica de longo prazo de fomento das espécies autóctones de crescimento mais lento e produtoras de madeira de qualidade.
Só a existência de uma política pública para as florestas, que Portugal não tem, garantirá que tenhamos um património florestal diversificado, mas para que tal aconteça o Estado tem que remunerar a longo prazo que queira fazer outro tipo de floresta que não a de crescimento rápido e assim assumir-se como um verdadeiro regulador que supre as falhas de mercado. Enquanto os nossos decisores políticos não perceberem que o investimento na floresta não pode ser entregue somente às regras de mercado que favorecem o eucalipto, ainda para mais com incentivos do Programa de Desenvolvimento Rural, Portugal vai continuar a arder Verão após Verão, pelo que exigimos que seja retirada a possibilidade de financiar com dinheiros públicos novas plantações de eucaliptos sejam elas em que circunstâncias forem.
Lisboa, 19 de Março de 2014
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

sexta-feira, 21 de março de 2014

POETAS ALENTEJANOS DE ONTEM E DE HOJE

O MANDARIM
(Joaquim Namorado)

Cansado da sua longa história
O mandarim medita
com a cabeça deitada no Tibete
e os pés no mar.

Depois de mil batalhas
perdeu a força o braço vencedor
de cortar cem mil cabeças
a cem mil vencidos.

Prazeres de paz aborrecidos
já desfolhados nos jardins dormentes
dos lagos do tédio apodrecidos.

Quando passou a embriaguês ardente
e o combate é já glória
e o sonho realidade
ficam apenas os prazeres pequenos
do requintado cansaço

Jardim dos Suplícios de Suma Sabedoria.
Só as pequenas doses dão ainda
a procurada emoção:
de tudo e só um pouco mais
de quanto é possível suportar
multiplicado até ao infinito
– a gota que torna fatal a taça de veneno,
o miligrama que faz o peso esmagador,
o segundo a mais de prazer que o torna dor,
o milímetro preciso para a punhalada ser mortal.

E quando nada resta a quem tudo perdeu
por de tudo se fartar
só pode nada querer, nada pensar,
é deixar criar raízes no peito e ficar
no tempo e na vida a apodrecer.

 Joaquim Namorado - Poeta nascido em Alter do Chão (1914)

OPINIÃO: NISA – “Tempo para ser feliz”

Finalmente, bom tempo! A expressão saiu-me naturalmente, no início do fim-de-semana, quando saí à rua e olhei para o azul do céu, sem nuvens no horizonte, com a sua infinita e brilhante luz natural – pensei, como é bom estar aqui! Que sossego, este!
Este Alentejo é deslumbrante, e como tal já passou a ser visto – principalmente pelos turistas, como um espaço onde se pode viver e saborear o tempo, na sua plenitude, percorrendo a sua imensa história milenar através da sua cultura sempre presente nas vilas, aldeias ou mesma nas ruas ou edifícios, calcorreando as suas infinitas planícies, a sua gastronomia e principalmente partilhando da hospitalidade das suas gentes. E este Alentejo tem que ser valorizado, porque acima de tudo tem expressão económica, já para não falar cultural, e não pode ser menosprezado.
Mas, toda esta prosa inicial vem aproposito, como todos já verificaram do tema “Turismo”, um sector estratégico, a meu ver, no desenvolvimento do interior do país.
 E, a minha abordagem a este tema verifica-se por três motivos, o primeiro – a importância da divulgação do património cultural material e imaterial do concelho de Nisa, em eventos de grande exposição mediática, como o que ocorreu este fim-de-semana (12 a 16 de Março) a BTL – 2014 (Feira Internacional de Turismo), em Lisboa, a segunda - a não participação de qualquer organismo oficial do concelho de Nisa neste evento, quando o fazem municípios vizinhos (Gavião, Castelo de Vide, Avis, Alter do Chão, Portalegre, Marvão). E o terceiro motivo é a grande aposta, que está a ser feita pelo Turismo de Alentejo, na pessoa do seu Presidente Ceia da Silva, na promoção da marca “Alentejo”, como destino turístico de referência, com a campanha “Tempo para ser feliz” – titulo para este texto, e a qual devemos tirar proveito ao máximo, e integrar a grande “indústria do sorriso”, a única que não pode ser deslocalizada.
E, porque conhecer o perfil de quem nos visita pode ajudar os decisores, na afirmação da aposta neste sector estratégico e de grande potencial a medio e longo prazo, num território como o nosso, deixo-vos aqui alguns dados interessantes:
Segundo o Turismo do Alentejo (dados de 2012), o perfil do turista que aqui chega, é um individuo casado, com idade compreendida entre os 35 e 44 anos, português, residente na região de Lisboa e Setúbal, com um rendimento entre os 1001 e os 3.500 euros, gastando em média 56,9 euros. Permanecem no território 3,9 noites, e vem essencialmente para descansar (17,1%), mas também em visitas culturais (16,9%) e passeios pedestres (8,7%).
A uns dias da realização da caminhada internacional “Rota do Contrabando”, todos sabemos, que o concelho de Nisa, tem recursos naturais e humanos, para se tornar uma referência no panorama turístico regional e mesmo nacional, mas faltam-nos infraestruturas de apoio ao desenvolvimento da atividade de forma sustentável, e nesse campo existe um mar de oportunidades, que devem ser fomentadas junto de possíveis investidores. A começar pelo restauro, concessão ou outra, da Albergaria Penha do Tejo (“elefante branco” do investimento público em Nisa), que deve ser devolvido ao turismo, em parceria com entidade credível na área.
O tempo vai passando, eu sei, e neste interior o tempo tem outro valor, por isso podem tirar-nos tudo, o tribunal, as finanças, as juntas as escolas, mas decerto que o “tempo para ser feliz”, esse, ninguém o pode tirar às pessoas que habitam e visitam este nosso Alentejo “bordado de encantos”. E aproveitem, para vir até ao nosso Alentejo, viver na felicidade do tempo, porque o que passa, não volta mais!
JOSÉ LEANDRO LOPES SEMEDO

quarta-feira, 19 de março de 2014

NISA: 500 Caminheiros na 15ª edição da “Rota do Contrabando” –

É já no próximo sábado que se realiza, entre Salavessa e Cedillo, o emblemático passeio pedestre transfronteiriço, designado como “Rota do Contrabando” unindo as duas localidades do Alto Alentejo e da Extremadura.
Com organização da Inijovem, as inscrições para a "XV Rota do Contrabando - Ruta del Contrabando" estão desde há algum tempo encerradas, depois de atingido o limite de inscrições imposto pelos promotores, 500 caminheiros, sendo 250 de cada país (Portugal e Espanha).
Tudo se conjuga para mais um grande êxito desta iniciativa  e a Inijovem marca desde já encontro para o próximo sábado, dia 22 de Março, na Salavessa.

terça-feira, 18 de março de 2014

ALPALHÃO (Nisa): Colheita de Sangue no sábado

Alpalhão recebe no próximo sábado, dia 22, a brigada de recolha de sangue da Associação dos Dadores Benévolos de Sangue do Distrito de Portalegre, que convida todos os dadores a comparecerem e contribuírem com as suas dádivas.
A colheita de sangue tem lugar na sede do Grupo Ciclo Alpalhoense, próximo do largo da Regata e a dois passos da Estrada Nacional e decorrerá entre as 9 e as 13 horas. Após a colheita de sangue, terá lugar o almoço-convívio entre todos os dadores.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Ródão celebra Revolução dos Cravos com Concurso “40 anos de abril”

A Junta de Freguesia de Vila Velha de Ródão está a promover o concurso «40 anos de abril» com o intuito de celebrar o 40º aniversário da Revolução dos Cravos. A iniciativa tem o apoio do Município de Vila Velha de Ródão, através da sua Biblioteca Municipal, e do Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão. O concurso tem como objetivo a escrita de um livro com entrevistas, opiniões, imagens e ilustrações relacionados com as mudanças sociais, políticas e culturais desencadeadas pelo 25 de abril de 1974 e destina-se a crianças e jovens dos 9 aos 15 anos acompanhados por um adulto, com funções de consultor. É condição obrigatória que um dos dois participantes seja natural ou residente no concelho de Vila Velha de Ródão.
As inscrições decorrem, até ao dia 20 de março, na Biblioteca Municipal José Baptista Martins ou no Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão, locais onde poderá igualmente obter o regulamento e outras informações.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Nisa assinala Dia Internacional das Florestas


Quercus quer projecto para regresso de fauna selvagem ao Tejo

A Quercus vai comprar cerca de dois mil hectares no Parque Natural do Tejo Internacional, na Beira Baixa, e criar condições para o regresso a esta área de espécies há muito desaparecidas.
O objectivo, explicou ao SOL Samuel Infante, daquela associação de defesa da Natureza, é renaturalizar a zona, no âmbito de um projecto mais vasto: “Queremos criar corredores verdes pela Europa para voltarmos a ter cavalos selvagens, veados, lobos, lince ibérico e bisonte europeu. Por isso, temos de criar as condições para que estas espécies selvagens voltem ao seu habitat”, avança o responsável.
As negociações com os proprietários do Tejo Internacional já começaram e são suportadas por fundos do programa europeu Rewilding Europe que, na Península Ibérica, é gerido pela fundação espanhola Naturaleza y Hombre.
Em Espanha, a fundação tem já uma área de influência de cerca seis mil hectares para este projecto - que arrancou em Portugal em 2011 e implicou já um investimento de cerca de 300 mil euros na Reserva da Faia Brava, em Castelo Rodrigo, gerida pela Associação Transumância e Natureza.
No Tejo Internacional, a Quercus espera atingir os sete a oito mil hectares próprios nos próximos anos. Mas o objectivo é muito mais vasto, diz Samuel Infante. “Queremos criar acordos de gestão com os proprietários vizinhos, de modo a que os animais encontrem condições também nos territórios deles. E todos temos a ganhar. Os proprietários irão receber mais turistas e mais apoios”, sublinha.
Espera-se que, em 2020, através do Rewilding Europe, estejam “renaturalizados um milhão de hectares de terra por todo o território europeu”, diz Samuel Infante. O objectivo é criar pelo menos dez áreas de qualidade internacional dedicadas à vida selvagem.
A iniciativa, que partiu da associação de conservação holandesa WWF , da ARK Nature, da Wild Wonders of Europe e da Conservation Capital, trará benefícios para a Natureza, mas não só. “Com a ajuda dos grandes herbívoros, como vacas e cavalos”, explicou ao SOL António Monteiro da Associação Transumância e Natureza, “podemos prevenir os incêndios, ajudando a Natureza a regenerar-se e criando zonas de clareira”.
Trazer de volta os animais das gravuras rupestres
A ocupação da terra pelo homem mudou bastante nos últimos 50 anos, notam as associações no site dedicado ao projecto: “Hoje, a maior parte do território, que era dedicado à agricultura, está abandonada”. Na verdade, trata-se de devolver à terra os animais selvagens, que foram sendo substituídos por outros, domésticos, como as vacas e as cabras.
Outro dos objectivos mais importantes deste projecto, que inclui a compra de grandes áreas renaturalizáveis pela Europa, é a promoção de condições essenciais para uma espécie-chave nos ecossistemas da Península Ibérica e que, nos últimos anos, enfrenta cada vez mais ameaças, sobretudo pragas: o coelho bravo, que é a base da cadeia alimentar do lince ibérico, entre outros animais.
“Esta região também alberga a maior galeria de arte rupestre do Paleolítico da Europa, senão do mundo, designada como herança mundial pela UNESCO”, sublinham ainda as associações (no site www.rewildingeurope.com/areas/western-iberia), referindo-se às gravuras rupestres do Vale do Côa.
“Os motivos das gravuras mais antigas são cabras, cavalos selvagens, bisontes, veados vermelhos, o que indica a importância crucial destes animais para recuperar a herança natural da paisagem”, recorda-se.
Para gerir todas estas áreas selvagens, será criado um centro Rewilding Europe para o Oeste Ibérico, na região espanhola vizinha de Campanarios de Azaba.
Nos próximos anos, vários modelos de gestão partilhada e de colaboração com proprietários de terras serão testados, tanto em Portugal como em Espanha.
As apostas fortes serão a promoção do ecoturismo, a educação e as comunicações. Para tornar a Europa mais selvagem.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Cartier Bresson no Alentejo em 1955 (I)

É uma foto de mestre. O mestre Cartier Bresson visitou Portugal em 1955 e captou no Alentejo algumas imagens de grande beleza. Como esta que mostra, em toda a sua grandeza e realismo, a planície alentejana.