terça-feira, 15 de abril de 2014

Parque Natural da Serra de São Mamede faz 25 anos e a Quercus avalia a Área Protegida

Hoje, dia 14 de Abril, comemora-se o 25º aniversário da criação do Parque Natural da Serra de São Mamede (PNSSM) e, à semelhança do que tem acontecidos nos meses anteriores, a Quercus faz uma retrospectiva do que foi feito de positivo e negativo nesta Área Protegida e traça cenários com base na definição de ameaças e na identificação de oportunidades.
Em 1989 foi criada a primeira e única Área Protegida na Região do Alto Alentejo, com o objetivo de promover o ordenamento do território e a divulgação dos valores naturais, paisagísticos e culturais da região, adotando medidas que visam o aproveitamento sustentável dos respetivos recursos naturais e histórico-culturais, a conservação dos elementos geomorfológicos, faunísticos e florísticos e a preservação dos habitats prioritários. O PNSSM inclui o mais importante dos relevos alentejanos, que lhe dá nome, a Serra de São Mamede, distinguida pela diversidade paisagística expressa na variedade da sua geologia e no elenco florístico de influência atlântica e mediterrânica.
Com a criação do Parque Natural foi possível manter os interesses ecológicos e ornitológicos da serra, que é descrita como uma das mais importantes rotas de migração de muitas espécies da avifauna entre a Europa e África. Neste contexto, foram inventariadas cerca de 150 espécies, sendo que 40 nidificam no PNSSM, destacando-se a Águia-de-Bonelli, o Grifo e a Cegonha-preta. Na área do PNSSM destaca-se ainda a presença do abrigo de morcegos mais importante do país e esta é também um local de ocorrência histórica de Lince-ibérico. No que respeita à flora, alberga diversos habitats, em bom estado de conservação como o montado de sobro e de azinho, bem como formações raríssimas a nível nacional como o montado de carvalho-negral, habitat de carácter reliquial e residual, e também pequenas turfeiras.
Desde a criação do Parque Natural foram executadas medidas que contribuíram para aumentar os valores de conservação do património natural desta área, tais como a regulamentação e o condicionamento ao exercício da caça e a integração da quase totalidade da área do PNSSM na Rede Natura 2000, (Sitio de Importância Comunitária São Mamede). A valorização da economia local, apostando na produção de produtos de qualidade certificada compatíveis com a conservação dos valores naturais, como são exemplos a carne de bovino Mertolenga, o porco Alentejano, o queijo de Nisa, a cereja de São Julião e a castanha de Marvão.
Contudo, esta área protegida tem vindo a sofrer diversas alterações ao longo dos anos provocadas pelo Homem, como é o exemplo da florestação intensiva com substituição da floresta nativa por monoculturas de eucalipto e pinheiro-bravo, a intensificação agrícola que inclui lavouras profundas, o descortiçamento inadequado e o sobrepastoreio em áreas mais sensíveis. A artificialização das linhas de água com destruição da vegetação ribeirinha causada pela ocupação das margens com culturas constitui uma das causas para a perda de biodiversidade, favorecendo a invasão por espécies exóticas, assim como a este nível é igualmente problemática a utilização de herbicidas junto a linhas de água e caminhos. Porém, uma das maiores fraquezas identificadas na área do PNSSM é, a instalação ilegal, no passado, de um campo de golfe e respectivo empreendimento turístico de apoio na encosta adjacente, e já muito recentemente a construção de um parque eólico que provocará efeitos negativos a nível da paisagem, geologia, flora e, principalmente, na fauna da região, visto que é um local de passagem de muitas aves migratórias. Também a instalação irregular de vedações de grandes dimensões na zona norte do PNSSM é uma situação preocupante, pela enorme área que as mesmas ocupam e pelos impactes que provocam na paisagem e nos valores naturais do PNSSM. 
A Quercus vem assim exigir a criação de um programa de sensibilização e incentivo a práticas agrícolas sustentáveis e tradicionais e um programa de controlo de espécies exóticas associado à recuperação de vegetação ribeirinha nas linhas de água, bem como exigências mais rigorosas relativas à instalação de vedações. Exige-se igualmente uma boa sinalização do parque eólico e a sua desativação em períodos de migração de espécies da avifauna, de modo, a evitar um maior número de mortes por colisão com os aerogeradores. O PNSSM é ainda confrontado com outros fatores de ameaça, como o abandono de terrenos agrícolas provocado pelo despovoamento da região, a desmatação não seletiva nas atividades silvícolas, com arranque de carvalho-negral, a atividade cinegética e furtivismo ilegais e a falta de técnicos e vigilantes adequados à dimensão da área protegida.
No entanto, o Parque Natural da Serra de São Mamede apresenta enormes potencialidades nos sectores como o turismo, a agricultura e a investigação científica. Para promover um desenvolvimento sócio-económico e cultural da região compatível com a conservação dos habitats e das espécies, é essencial atribuir incentivos e apoios a atividades tradicionais ligadas ao bom uso do solo, como atividades agro-pastoris, agricultura tradicional e silvicultura de espécies autóctones. Como a área do PNSSM possui o abrigo de morcegos mais importante do país, é fundamental garantir a proteção do mesmo para evitar a sua perturbação e condicionar as actividades humanas, como a destruição do coberto vegetal ou a agricultura intensiva com uso de insecticidas. Este Parque possui ainda imensos apontamentos histórico-culturais que aliados aos recursos naturais, podem ser explorados para a criação de roteiros turísticos, incluindo atividades de recreio e lazer e prática de desporto de natureza, promovendo assim um turismo ordenado e sustentável.
Neste contexto, para avaliar a Área Protegida foi elaborado um quadro, que é colocado em baixo, com base numa análise que apresenta o diagnóstico (Forças e Fraquezas) e o prognóstico (Oportunidades e Ameaças).

sexta-feira, 11 de abril de 2014

AMIEIRA DO TEJO: Exposição de forais do concelho de Nisa

A Exposição “Forais do Concelho de Nisa”, está patente no último piso da Torre de Menagem, no Castelo de Amieira do Tejo desde o dia 29 de Março de 2014.


Visite a Exposição “O Foral” composta por vários Forais do Concelho de Nisa, entre os quais o Foral de Amieira, Nisa, Montalvão e Alpalhão.

terça-feira, 8 de abril de 2014

NISA: Comemorações dos 40 anos do 25 de Abril

A Câmara Municipal de Nisa divulgou o programa das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril.
PROGRAMA
15 ABRIL a 03 MAIO
Exposição “Ary dos Santos” - Cine Teatro.
Exposição documental “25 de Abril: um marco na História” - Cine Teatro.
 DIA 24
10h00: Mural: 40 anos do 25 de Abril (Pintura livre dos Alunos da Escola EB1 de Nisa) - Praça da República.
15h00: Aula de Ginástica Livre - Praça da República.
24h00: Fogo de artifício - Praça da República.
 DIA 25
09h00: Alvorada “40 anos, 40 foguetes”.
09h30: Concentração das entidades, associações e população - Praça do Município.
10h00: Hastear da bandeira - Praça do Município.
Desfile com a participação de:
Associação H. dos Bombeiros Voluntários de Nisa.
Sociedade Musical Nisense.
Sociedade Filarmónica Alpalhoense.
Rancho Típico Cantarinhas de Nisa.
Grupo Toc’A Marchar de Tolosa.
Contradanças de Alpalhão.
Sociedade Columbófila Nisense.
11h30: Sessão Solene do 40" Aniversário do 25 de Abril - Cine Teatro.
16h30: Homenagem aos trabalhadores e aposentados da Câmara Municipal - Salão Nobre dos paços do Concelho.
 DIA 26
10h00: Passeio de bicicletas para crianças e pais - Praça da República.

15h30: Futebol Veteranos Torneio "Vila de Nisa” - Campo Jogos D. Mª’ Gabriela Vieira.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

ALPALHÃO: Regata concorre ao Melhor Arroz de Portugal 2014

VAMOS VOTAR NO ARROZ DE CACHOLA DE ALPALHÃO!
Eu já votei no Melhor Arroz de Portugal 2014. A minha escolha recaiu no Arroz de Cachola de Alpalhão  confeccionado pela excelente equipa do Restaurante Regata chefiada pelo amigo João Junceiro, um Senhor na arte de bem servir e atender os clientes. Vote você também no Melhor Arroz de Portugal 2014 ajudando a tornar conhecida uma das iguarias da nossa região. Para Votar não basta fazer Gosto, tem mesmo que clicar em Arroz de Cachola de Alpalhão por baixo da Foto.
Vamos lá, toca a votar, o prazo termina a 4 de Maio.
Sobre o prato
Coração porco,Figado de porco, Bofe de porco e Sangue de porco, arroz BOM SUCESSO, Cebolas, alhos, louro,azeite,vinho branco, caldo KNORR, vinagre e cominhos, entrecosto e entremeada. Refoga-se a cebola e o alho no azeite e junta-se a carne cortada aos cubos Rega-se com o vinho branco e deixa-se apurar, adiciona-se os CALDOS KNORR desfeitos na água e deixa-se cozer. Quando a carne estiver macia junta-se o arroz e o sangue. No final aromatiza-se a gosto com cominhos e vinagre. Acompanha com a entremeada e o entrecosto frito á parte. Deve ser harmonizado com um bom vinho Alentejano.
Ah! Falta dizer que para votar vá a www.facebook.com/joao.junceiro e depois clique em Restaurante Regata. Lá aparece a imagem que aqui publicamos e através dela pode votar no Arroz de Cachola de Alpalhão.

Vamos a isto?

NISA: Exposição de Pintura de José Reisinho Serra


domingo, 6 de abril de 2014

AMIEIRA DO TEJO: Exposição "Forais do concelho de Nisa"

Uma exposição sobre os Forais do Concelho de Nisa, está patente no último piso da Torre de Menagem, no Castelo de Amieira a partir de hoje, dia 29 de Março de 2014.

Esta Exposição “O Foral” composta por vários forais do Concelho de Nisa, entre os quais os de Amieira, Nisa, Montalvão e Alpalhão.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

ALPALHÃO: Procissão dos Passos


TRADIÇÕES: Alpalhão com as fontes floridas





NO DIA DE SANTA CRUZ (DE MAIO)
Como é costume desde há alguns anos a esta parte, a vila de Alpalhão “acorda” no dia 3 de Maio com as suas fontes engalanadas, ou, melhor dizendo, enfeitadas.
São flores do campo e dos pequenos jardins e quintais que as crianças das escolas e os moradores de cada rua próxima das fontes se empenham em colher, juntar e transformar em colares, que depositam, logo pela manhã, junto de cada fonte.
Mas de onde vem esta tradição? A explicação, ouvimo-la a algumas das mulheres que junto à Fonte Nova mostravam, orgulhosamente, o fruto do seu trabalho: a fonte toda enfeitada, com esmero e alegria, não fosse a “sesta”, no rigor do trabalho do campo, uma preciosa conquista. O melhor, será, mesmo, reproduzirmos a redacção de um aluno da Escola de Alpalhão, sobre o 3 de Maio:
“Era costume neste dia enfeitarem-se as fontes. E porquê? Era para festejar o primeiro dia de sesta. Os alpalhoenses trabalhavam do nascer ao pôr do sol e como os dias, nesta altura, já são maiores, havia necessidade de descansarem.
Então enfeitavam as carroças com rosas e flores campestres (malmequeres) e chegavam à vila, também enfeitavam os fontenários.
Como é Dia de Santa Cruz, faziam cruzes enfeitadas também com flores e colocavam-nas nos campos (para terem boas searas) e nas casas para terem sorte.
Os alpalhoeiros para não dizerem que “iam dormir a sesta”, usavam a expressão: “Vamos buscar a D. Rosa à estação”.”
Costume bonito, uma belíssima reprodução etnográfica, num tempo em que o trabalho no campo, praticamente acabou e a estação (a de Vale do Peso e as outras do chamado Ramal de Cáceres) tal como a própria via ferroviária, estão no estado de quase abandono que todos conhecemos.
A D. Rosa já chegou da estação e todos os anos, no dia de Santa Cruz (de Maio) as fontes de Alpalhão cobrem-se de flores e alegria enquanto um manto de saudade e nostalgia, invade, cada uma das ruas e casas, onde os moradores, sujeitos de um presente, que tem um passado, relembram histórias e vivências antigas.
Mário Mendes - 4/5/2007