terça-feira, 21 de abril de 2015

SAÚDE: Encontros da Primavera 2015 - Évora Hotel

Maior congresso nacional de Oncologia realiza-se em Évora
De 23 a 25 de Abril decorre a 11ª edição dos Encontros da Primavera, que conta com mais de 1.000 profissionais de saúde e a presença de especialistas de renome nacional e internacional.
“A oncologia é, como sabemos, uma das áreas da medicina com maior desenvolvimento na atualidade, pelo que uma abordagem a partir do “standard” atual, mas virada para os temas de futuro, parece-nos ser uma estratégia adequada”, afirma o Dr. Sérgio Barroso, presidente dos Encontros da Primavera.
Ao longo de todo o congresso são debatidas várias patologias oncológicas como por exemplo o cancro da mama, o melanoma e o cancro da tiróide, com a intervenção de peritos nacionais e internacionais. No dia 23 de Abril realiza-se o Curso Pré-congresso com o mote “Oncologia e cuidados de saúde primários”, dedicado em exclusivo aos Médicos de Clínica Geral.
 “Este ano temos várias novidades, nomeadamente uma presença mais ativa dos jovens oncologistas, através de trabalhos enviados para a apresentação oral ou poster. A individualização das terapêuticas e a Imuno-oncologia são temas de grande enfoque, enquanto novos paradigmas no tratamento do cancro, que permitem o aumento das taxas de sobrevida, com uma maior qualidade de vida”, afirma Sérgio Barroso.
 Neste evento serão também apresentados os resultados de um inquérito realizado aos profissionais de saúde sob o tema “Percepções e preocupações dos profissionais ligados à Oncologia em Portugal”.
Os dados do inquérito vão ser apresentados durante a Sessão Especial I “Oncologia e Política de Saúde” moderada pela jornalista Lúcia Gonçalves. Esta sessão conta com a participação especial de membros da comissão parlamentar de saúde da Assembleia da República:
Maria Antónia Almeida Santos, Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde
Teresa Caeiro, deputada do CDS-PP
Paula Santos, deputada do PCP
Conceição Bessa Ruão, deputada do PSD
Estarão presentes no painel de discussão:
José Manuel Silva, Bastonário da Ordem dos Médicos
Helena Gervásio Presidente do Colégio de Oncologia da OM
Jorge Espírito Santo, Anterior Presidente do Colégio de Oncologia da OM
Gil Gonçalves, Secretário da Sociedade Portuguesa de Cirurgia
Tânia Teixeira, Membro da Direcção da Sociedade Portuguesa de Radioterapia Oncologia
Paula Borralho Presidente da Sociedade Portuguesa de Anatomia Patológica
Filipe Caseiro Alves Presidente da Sociedade Portuguesa de Radiologia
Arquiminio Eliseu Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
Sobre os Encontros da Primavera:
Os Encontros da Primavera são o maior congresso científica na área da oncologia em Portugal que conta com a presença de Médicos Oncologistas, Hematologistas, Cirurgiões, Radioterapeutas, Radiologistas, Internistas, Enfermeiros, Psicólogos, Clínicos Gerais e outros profissionais de saúde ligados à área da Oncologia.
Este ano, a organização cabe à DNA PRIME, a primeira empresa portuguesa dedicada à formação médica continua.
O programa está disponível em www.encontrosdaprimavera.com.

TOLOSA (Nisa): 1º Festival caracoleta assada e baile


quinta-feira, 16 de abril de 2015

Taberna à Lapa: O Alentejo ao virar da esquina

Entre os bairros de Santos e da Lapa há um cantinho norte alentejano que dá a provar os comes e bebes da região. Uma espécie de taberna à moda antiga mas com um toque elegante que leva à mesa enchidos, presuntos, queijos e vinhos, a maior parte de Nisa e Portalegre. Nesta casa o Alentejo serve-se frio mas cheio de sabor.
Há muito que Lisboa se rendeu aos sabores alentejanos mas só algumas casas da capital podem gabar-se de ter os produtos mais autênticos e genuínos. A Taberna à Lapa é seguramente uma delas ou não tivessem os donos corrido o Alto Alentejo de fio a pavio à procura das melhores fábricas de enchidos, das queijarias mais tradicionais e das adegas que vale a pena conhecer.
Depois de descobrirem alguns dos segredos mais bem guardados da região, Susana e Tiago Costa (ela alentejana de gema, ele com uma costela) decidiram apresentá-los nesta espécie de taberna reinventada, aberta desde janeiro de 2015 mas inaugurada um mês depois. Fica mais ou menos a meio caminho entre Santos-o-Velho e a Lapa (rua Garcia da Horta, nº 12) e já ganhou fama entre os amigos dos petiscos e do convívio.
Recordações do Alentejo

Quem vive ou tem raízes no Alentejo rapidamente percebe que a casa foi buscar inspiração às tabernas típicas da região. Pipas e garrafões de vinho, cabaças, potes de azeite, peças de olaria e outros objetos típicos foram trazidos de Montalvão (a aldeia de Cláudia, no concelho de Nisa) para embelezar o espaço ao jeito alentejano. A esta decoração junta-se ainda o chão à moda antiga, as toalhas aos quadrados verdes e até um presunto pendurado junto ao teto.
Uma mão cheia de mesas (incluindo a pipa de vinho transformada para o efeito) ocupa a maioria do espaço, amplo e luminoso. Em dias de bom tempo uma portada abre-se para a rua e faz as delícias dos visitantes, sobretudo os turistas, que ficam a ver passar as pessoas e o icónico elétrico 28. Incontornáveis são também o balcão em madeira com tampo de mármore (não há taberna alentejana que não tenha um) e a montra de produtos que convida a degustações no momento ou
em qualquer outra altura. É que quase tudo (dos enchidos e queijos ao mel e azeites) pode ser levado para casa ou oferecido aos amigos.
O ambiente não podia ser mais descontraído e eclético, numa curiosa mistura entre moradores do bairro e estrangeiros provenientes dos quatro cantos do mundo. Mas também há alentejanos de outras partes da cidade que passam por lá só para matar saudades dos sabores autênticos da região. E quem vai uma vez acaba quase sempre por voltar…
Pequenos produtores, grandes sabores

A ementa, totalmente composta por tapas e petiscos, fala alentejano quase de uma ponta a outra. A começar pelas tábuas, espécie de ex-líbris da casa apresentado em várias combinações, ora só com queijos (três tipos), ora com enchidos (como painho ou chouriço de porco preto) ou presuntos (bolota ou reserva), ora com um pouco de cada. Quem preferir doses mais pequenas ou tiver mais pressa também pode pedir um pratinho individual ou optar por sandes, tostas e tostinhas, sempre com pão alentejano.
Seguem-se dois pratos de grelhados - telha de enchidos e assadeira - ambos com linguiça, farinheira e cacholeira, espécie de chouriço de sangue pouco visto noutras casas de Lisboa. Saltando as fronteiras do Alentejo chegamos às saladas (destaque para a de polvo) e para a lista quase infindável de enlatados. Entre as muitas opções à disposição encontramos, por exemplo, atum posta natural dos Açores, sardinhas e cavalas em azeite biológico, polvo de caldeirada e lulas recheadas à portuguesa.
Na carta de vinhos também há néctares do Douro e da região de Setúbal, mas o Alentejo volta a assumir protagonismo, tanto com marcas consagradas como com outras quase desconhecidas, caso do vinho da casa, produzido na região de São Mamede pela Casa da Urra. Antes da despedida vale a pena provar um doce regional, como a boleima de maçã ou as queijadas de Nisa, mais dois produtos trazidos diretamente da origem. E assim, os bairros de Santos e da Lapa aproximaram-se mais um pouco do Alentejo.
Nelson Jerónimo Rodrigues in www.lifecooler.com - 15/4/2015

quinta-feira, 9 de abril de 2015

NISA: Exposição de Francisco Polido

Durante o mês de abril está patente na Biblioteca Municipal de Nisa a exposição “Nisa em Fósforos” com trabalhos de Francisco da Cruz Polido´.
Na exposição são apresentados modelos, à escala, executados com fósforos e representando edifícios e monumentos do património nisense, como são os casos das capelas do Mártir Santo, do Calvário e de Nossa Senhora das Graça, o edifício da Biblioteca Municipal e o Coreto do Jardim Público de Nisa.
Francisco Polido nasceu em Nisa em 1937. Com 23 anos foi trabalhar numa fábrica em Santa Iria de Azóia e, em 1970, emigrou para a Alemanha. Aposentou-se em 1988, na sequência de um acidente numa máquina. Em 1993 regressou à terra natal onde continua a residir.

Um pequeno barco em fósforos, oferecido por um colega de trabalho, despertou a inspiração e a ideia de executar com a mesma técnica trabalhos representativos do património da sua terra. De muitas horas de dedicação resultaram os trabalhos que agora expõe na Biblioteca Municipal.