domingo, 14 de fevereiro de 2016

CUBA: Biblioteca expõe “Transformar” de Rui A. Pereira

A Exposição Transformar é o conjunto de obras de Rui A. Pereira que apresentamos na Biblioteca Municipal de Cuba entre 13 de Fevereiro e 7 de Março de 2016. A par disso, no dia que inaugura a mostra, pelas 18h00, o autor (que é também escritor) vai estar em Cuba para a apresentação do seu livro “Viajante do Tempo”, com um momento musical por FLAK (dos Rádio Macau) a solo.
Sobre a exposição:
«A leitura do conjunto, e de cada tela, ficará para o observador, mas, tomamos a liberdade de afirmar que num primeiro olhar, as obras que observamos nos atraem pelas cores fortes, que em outro olhar, e em geral, podemos encontrar misturadas em todas elas.
Depois, somos atraídos pelas formas, que se transformam e entrelaçam, traduzindo geometrias, traços e superfícies largas que com elas se envolvem sugerindo-nos objetos que se transformam, ou manchas que nos remetem para objetos ou figuras, que nos sugerem ainda pessoas ou natureza habitando em todo o espaço da tela, convertido em espaços mais amplos que podem mesmo configurar o mundo urbano onde verdadeiramente habita a sociedade observada pelo autor.
Rui A. Pereira nasceu em Luanda no ano de 1966, tem formação em Design de Comunicação (Faculdade de Belas Artes de Lisboa), Pós – Graduação em Técnicas Editoriais (Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa), e o seu percurso como viajante de uma viagem incessante no tempo traduz um relevante curriculum vitae em termos de trabalho e áreas em que tem vindo a intervir, de tudo se destacando, por 'economia' de espaço, as funções que desempenhou em Beja no Museu Jorge Vieira integrando a sua direção artística entre 1998 e início de 2012.
Em Rui A. Pereira, a pintura, a escultura, a fotografia, o design, a escrita, a ilustração, o livro, cruzam-se no seu percurso numa síntese de superior sentido, a Comunicação, que acontece sempre que o Rui produz – cria – apresenta o seu trabalho, e também quando se revela o dinamizador, programador e animador de espaços e iniciativas a que chama os outros, sempre numa perspetiva formativa.
A conversa com Rui A. Pereira desenvolve-se como continuando o ponto onde se ficou, mesmo que não tenha havido um ontem, e termina pela imposição do tempo para outras paragens e outras conversas, podendo sempre recomeçar-se, tal o poder da comunicação, a diversidade dos interesses, as abordagens possíveis e a galopante teia de laços que se desfazem em conversas e projectos, onde a cultura, o humanismo, a justiça, a amizade e a cidadania são o centro.
Existir, estar, viver pressupõem para Rui A. Pereira intervir, para transformar ou contribuir para a transformação, orientado pela convicção do seu pensamento e compromisso ideológico, correndo no tempo e contra o tempo, o seu e o que projecta, com a ânsia de chegar, com dúvidas ou angústias, mas sobretudo com entusiasmo e prazer, à medida do sonho, da poesia, das ideias e dos ideais.
As diversas formas de expressão artística em que Rui A. Pereira se move traduzem a força da sua observação e reflexão, exprimindo o desejo de mudança que carrega e transfere para a Arte como forma de intervenção, logo, de exercício da cidadania».