domingo, 21 de fevereiro de 2016

PS Marvão defende que Câmara deve explorar Castelo

Socialistas apresentaram projecto de recomendação que foi aprovado pelo PSD
 O Partido Socialista de Marvão e os seus representantes na Assembleia Municipal apresentaram, na sexta-feira, dia 19 de fevereiro, uma proposta em que defende que o Castelo, o principal património edificado do concelho de Marvão, seja explorado e gerido directamente pela autarquia. Esta proposta foi vista como a melhor solução para os interesses do Município e contou com os votos favoráveis do PSD, contra a vontade do Presidente da Câmara, Vítor Frutuoso.
“A actual situação de indefinição é insustentável para o castelo, uma das maiores atracções históricas, arquitectónicas e culturais de Marvão. O Partido Socialista entende que a câmara tem todas as condições para assumir a exploração directa”, afirmou António Canêdo Berenguel, representante do PS que apresentou a proposta na Assembleia Municipal.
Para os socialistas, há inúmeros factores que sustentam esta proposta. “Em primeiro lugar, porque foram feitas obras de requalificação através de um investimento avultado que deve ser amortizado. Em segundo lugar, porque, apesar de actualmente não ter trabalhadores para o exercício dessas funções, o Orçamento de Estado que em breve será aprovado possibilita a contratação de pessoal. A situação financeira do município permite a criação de mais postos de trabalho que serão, a médio prazo, pagos pela própria actividade que desempenham. Em terceiro lugar, é a câmara que tem a responsabilidade de assegurar o levantamento, a classificação, a administração, a manutenção, a recuperação e a divulgação do património natural, cultural, paisagístico e urbanístico do município. Em quarto lugar, a autarquia não pode concessionar a bilheteira de acordo com um parecer jurídico da Associação Nacional de Municípios. Por fim, com o trabalho desenvolvido nos últimos três anos, existe estatística detalhada que permite a alocação de recursos humanos e materiais em função dos períodos do ano”, declarou António Canêdo Berenguel.
Com a aprovação desta proposta do Partido Socialista, a Assembleia Municipal condiciona a acção do Executivo que se preparava para abdicar do interesse público com o fim de promover uma concessão que tem levantado muita polémica.