sábado, 26 de novembro de 2016

Vidigueira candidata Vinho da Talha a Património Imaterial da Humanidade

Vidigueira, em parceria com Moura, Cuba e Aljustrel, está a fazer a candidatura do vinho de talha a património imaterial da humanidade. O Município de Vidigueira fez o anuncio ontem, considera que esta candidatura homenageia todos os produtores de vinho de talha responsáveis por manterem a tradição até aos nossos dias e espera ter a classificação assegurada antes de 2020.
Helena D'Aguilar, vice-presidente da Câmara de Vidigueira, explicou porque é que esta candidatura é apresentada por quatro municípios e esclareceu que a ela se juntam também, todos os produtores, que são mais de 150.
Helena D'Aguilar prosseguiu referindo que o interesse nesta candidatura não é de hoje e que a mesma tem como objetivo fundamental salvaguardar o produto vinho de talha e acima de tudo a forma artesanal, e ancestral de o produzir. Acrescentou que são características que fazem do vinho de talha um produto único e que fazer do mesmo património imaterial da humanidade ajuda a evitar a sua massificação ou até industrialização.
O vinho de talha liga bem com o património edificado S. Cucufate e com o Centro Interpretativo que a autarquia candidatou e que pretende criar, frisou a vice-presidente da Câmara de Vidigueira. Para Helena D'Aguilar há vantagens nesta classificação, que vão contribuir para a criação de outros negócios e de novas dinâmicas de promoção turística no concelho, centradas na tríade: vinho de talha, S. Cucufate e Centro Interpretativo.
O trabalho da candidatura, em termos de recolha, está bastante avançado, assim como os contactos estabelecidos com os parceiros, adiantou a vice-presidente da Câmara de Vidigueira. Acrescentou que para além dos três municípios são parceiros, igualmente, a Turismo do Alentejo e a Direção Regional de Cultura do Alentejo. Helena D'Aguilar disse ainda, que Vidigueira e os seus parceiros acreditam que em dois/três anos, a candidatura possa estar consolidada e que o reconhecimento do vinho de talha como património imaterial da humanidade possa chegar antes de 2020.