Confirmados
os primeiros nomes “no masculino” da programação do FMM Sines - Festival
Músicas do Mundo 2017, que se realiza de 21 a 29 de Julho em Sines e Porto Covo.
Celeste Mariposa
é um projecto multifacetado que em Sines estará representado pelo seu principal
mentor, o DJ Wilson Vilares.
O
Afro-Baile de Celeste Mariposa é uma celebração do património musical dos países
africanos onde se fala português. Nascido na vibrante cena afro da região de
Lisboa, este projecto condensa oito anos de estudo, recolha e paixão por
músicas que merecem ser mais conhecidas e dançadas.
Emicida
é um rosto do movimento hip hop brasileiro.
Nascido
nos subúrbios de São Paulo há pouco mais de 30 anos, integra nas suas rimas
toda a complexidade de ser jovem e negro no Brasil contemporâneo.
Estreia-se
em Sines com o disco "Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de
Casa...", concebido numa viagem que fez a Angola e Cabo Verde, em busca
das suas raízes africanas.
José
Mucavele João Afonso vai ser um concerto duplo em exclusivo para o FMM Sines
2017. Composto por dois solos e um momento de encontro, juntará em palco um
histórico da música moçambicana, com quase 50 anos dedicados a compor a partir
das músicas tradicionais do seu país, e um dos principais cantautores
portugueses, referência da música de raízes desde os anos 90 do século passado.
Mateo
Kingman será a estreia do Equador no Festival Músicas do Mundo. O Equador que
nos chega através da sua música é ao mesmo tempo contemporâneo – como a
metrópole Quito onde Mateo vive – e ancestral – como a Amazónia andina onde
cresceu. O seu primeiro álbum, “Respira”, junta estes dois mundos com uma
intersecção de sons eletrónicos e sons concretos recolhidos na selva
luxuriante.
“O
camaronês Richard Bona é um camaleão da música, aclamado por públicos de vários
géneros musicais. Cantor, compositor, baixista e multi-instrumentista, traz a
Sines uma colaboração com o coletivo Mandekan Cubano. Registado no disco
“Heritage”, este encontro ergue uma ponte entre as músicas da África Ocidental
e a música cubana, particularmente a que nasceu nos cabildos, agremiações de
escravos africanos.”, lê-se na nota de imprensa
Thomas
de Pourquery é um dos iconoclastas do jazz francês. A sua maior fonte de
inspiração é Sun Ra, que homenageou no seu primeiro disco, “Play Sun Ra”,
eleito melhor álbum de jazz do ano nos prémios Victoires du Jazz 2014. Acaba de
lançar o seu segundo álbum, “Sons of Love”, dedicado aos Supersonic, o quinteto
com raízes no rock, música electrónica e drum bass que o acompanha em disco e
em palco.
O
marfinense Tiken Jah Fakoly é a maior figura do reggae francófono. Com uma
carreira dedicada a criar reggae original, faz no seu último álbum uma vénia
aos grandes clássicos deste género musical. Inspirado numa frase de Bob Marley
– “O reggae há de voltar a África” – Tiken Jah lançou “Racines”, um disco
gravado entre Kingston e Bamako, onde o melhor que a Jamaica produziu absorve
os sons mais autênticos de África.
Waldemar
Bastos é bem conhecido e é o cantautor angolano de maior projecção
internacional.
Regressa
a Sines para apresentar o álbum que vai lançar ainda este ano. Nascido no
M’Banza Kongo, junto à fronteira de Angola com a R. D. Congo, Waldemar tem uma
carreira traçada entre África, Brasil, Portugal e os inúmeros países do mundo
onde a qualidade das suas composições e a intensidade das suas interpretações
tem sido reconhecida.
Outros
artistas já confirmados
Cristina
Branco (Portugal), Fatoumata Diawara Hindi Zahra (Mali / Marrocos), Gaye Su
Akyol (Turquia), Leyla McCalla (Haiti / EUA), Lura (Cabo Verde), Mercedes Peón
(Galiza - Espanha), Oumou Sangaré (Mali), Savina Yannatou Primavera en Salonico
(Grécia), Tulipa Ruiz (Brasil)
Zita Ferreira Braga in www.hardmusica.pt - 7/3/2017

