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quinta-feira, 5 de março de 2020
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
MOURA: Prémio Municipal de Artesanato 2017
As candidaturas para o Prémio Municipal de Artesanato 2017
estão a decorrer até 1 de setembro.
A Câmara Municipal de Moura instituiu este prémio que
pretende distinguir os artesãos do concelho de Moura, “privilegiando as suas
competências técnicas e profissionais, bem como a sua capacidade artística”.
O Prémio de Artesanato assume-se igualmente como “um fator
de valorização social e cultural de todos os artesãos” e visa “incentivar a
produção artesanal nas suas variadas formas, apelando à qualidade e à inovação
enquanto fatores indispensáveis ao desenvolvimento e afirmação do setor das
artes e ofícios do concelho”.
A temática é livre, podendo abranger várias áreas,
nomeadamente o artesanato tradicional e o contemporâneo. Cada artesão pode
concorrer apenas com uma peça, e podem ser apresentadas peças de autoria
partilhada.
A apresentação de candidaturas deverá ser formalizada,
mediante o preenchimento de formulário próprio. Informações suplementares e
normas do concurso podem ser consultadas na Câmara Municipal de Moura, estando
também disponíveis no website da autarquia.
sábado, 15 de julho de 2017
MOURA: Corrida de Touros à Portuguesa
Os Toiros regressam à castiça Praça José Almeida com
um cartel de excelência como Moura merece!
No próximo dia 16 de Julho, pelas 22h00, uma
Sensacional Corrida de Toiros à Portuguesa integrada nas Festas em Honra de
Nossa Senhora do Carmo.
Num grandioso Concuro de Ganadarias, lidar-se-á um
curro de 6 Toiros de Pinto Barreiros, António Lampreia, Falé Filipe, Santiago,
Calejo Pires e Monte Cadema para um trio apoteótico de cavaleiros: António
Ribeiro Telles, Luís Rouxinol e João Ribeiro Telles Jr. As pegas estarão a
cargo dos prestigiados Grupos de Forcados Amadores de Vila Franca de Xira
(capitaneados por Ricardo Castelo) e Real de Moura (campitaneados por Valter
Rico).
VENDA DE BILHETES
Moura: Dallas Bar; Liberato; Sr. José Farelo (936 526
92).
Póvoa de São Miguel: Café Ginja
Amareleja: Café Pêra
Brinches: Café Castelhano
RESERVAS: 969 24 734
quarta-feira, 24 de maio de 2017
segunda-feira, 24 de abril de 2017
43 anos de Liberdade comemorados no concelho de Moura
Os 43 anos da Revolução
do 25 de Abril vão ser assinalados no concelho de Moura com um conjunto de
iniciativas promovidas pela câmara municipal, juntas de freguesia e movimento
associativo.
A Revolução dos Cravos
e a conquista da Liberdade são comemoradas, entre 18 e 25 de abril, com
cerimónias alusivas, com música, poesia, desporto e festa, em todas as
localidades do concelho.
Em Moura, o programa
inicia-se a 18, com a ornamentação da fachada da Câmara Municipal de Moura com
trabalhos realizados pelas crianças na Ludoteca Municipal. Na sexta-feira, 21,
às 21:30, haverá um serão de poesia musicada, no Conservatório Regional do
Baixo Alentejo – Secção de Moura.
No sábado, 22, às
22:30, e também no âmbito da programação cultural, Jorge Palma dará um concerto
no Cine-Teatro Caridade de Moura. Os bilhetes para este espetáculo têm um custo
de 10€ e podem ser reservados na receção da Divisão de Cultura, Património e
Desporto, da CMM, na Praça Sacadura Cabral, em Moura, ou através do n.º de
telefone 285250460.
A 23, domingo, às
16:00, as bandas da Sociedade Filarmónica União Mourense “Os Amarelos" e
do Centro Recreativo Amadores de Música “Os Leões” darão um concerto na Praça
Sacadura Cabral.
Na segunda-feira, 24 de
abril, às 10:00 e às 14:30 será feita uma visita guiada às escavações
arqueológicas do Castelo de Moura. Às 21:30, na Praça Sacadura Cabral haverá um
espetáculo de música popular e de Cante Alentejano, seguindo-se, à meia-noite,
o lançamento de fogo-de-artifício.
No 25 de abril,
terça-feira, às 09:00 realiza-se a habitual cerimónia do Içar da Bandeira,
frente aos Paços do Concelho.
Em todas as freguesias
do concelho haverá iniciativas de comemoração do 25 de Abril, cujo programa
segue em anexo.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Exposição no Museu Municipal de Moura
“Aquedutos de Portugal”é o nome da exposição de fotografia
de Pedro Inácio que será inaugurada amanhã, sábado, pelas 11 e 30 horas, no
Museu Municipal de Moura (antigo Matadouro Municipal), onde ficará patente ao
público até ao dia 17 de março. De acordo com a câmara, as fotografias de Pedro
Inácio “retratam diversos aquedutos nacionais, testemunhando a importância dos
mesmos enquanto herança cultural e obras de engenharia espetaculares que
serviam para o transporte e abastecimento de água”. A mostra, que conta com o
apoio do Museu da Água e da EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres, tem
percorrido, desde 2011, vários espaços nacionais e internacionais. Pedro Inácio
é museólogo e investigador na área do Património Cultural. Trabalha no Museu da
Água da EPAL e é vice-presidente da APOM – Associação Portuguesa de Museologia.
Iniciou a sua atividade fotográfica em 1984, tendo realizado, em 2005, a sua primeira
exposição individual. Tem quatro livros editados, resultantes do seu trabalho
de investigação patrimonial.
terça-feira, 23 de agosto de 2016
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
MOURA: Prémio Municipal de Artesanato 2016
Com
esta iniciativa, a autarquia pretende distinguir os artesãos do concelho de
Moura, “privilegiando as suas competências técnicas e profissionais, bem como a
sua capacidade artística”.
O
Prémio de Artesanato, assumindo-se igualmente como “um fator de valorização
social e cultural de todos os artesãos”, visa “incentivar a produção artesanal
nas suas variadas formas, apelando à qualidade e à inovação enquanto fatores
indispensáveis ao desenvolvimento e afirmação do sector das artes e ofícios do
concelho”.
As
candidaturas ao Prémio Nacional de Artesanato de 2016 decorrem até 2 de
Setembro.
A
apresentação de candidaturas deverá ser formalizada, mediante o preenchimento
de formulário próprio, nos serviços da Divisão de Cultura, Património e
Desporto (DCPD) da Câmara Municipal de Moura. Ali poderão ser fornecidas
informações suplementares e consultadas as normas do concurso, também
disponíveis no website da autarquia.
domingo, 17 de julho de 2016
terça-feira, 28 de junho de 2016
Campanha de recolha de sangue, em Moura
No próximo sábado, dia 2 de julho, a Associação Humanitária
dos Dadores de Sangue de Beja promove uma campanha de recolha de sangue,
durante todo o dia, no edifício dos Bombeiros Voluntários de Moura.
Quem pretender associar-se a esta iniciativa sob o lema
"Porque há alguém que precisa de si…Não seja indiferente à vida"
poderá fazê-lo entre as 9:30 e as 13:00 e entre as 15:00 e as 17:30.
terça-feira, 19 de abril de 2016
MOURA: Fotógrafo José Manuel Rodrigues expõe “Gotas de Água”
De
15 de abril a 31 de julho, no Museu Municipal
“Gotas de Água” é o título da exposição do
conceituado fotógrafo José M. Rodrigues, que será inaugurada na sexta-feira,
15, às 18:00, no Museu Municipal de Moura (ex-matadouro).
“Gotas
de Água” é o título da exposição do conceituado fotógrafo José M. Rodrigues,
que será inaugurada na próxima sexta-feira, 15, às 18:00, no Museu Municipal de
Moura (ex-matadouro).
Cerca
de duas dezenas de fotografias e três instalações compõem a exposição “Gotas de
Água”, organizada propositadamente para ser apresentada em Moura. Sendo mais uma
atividade de dinamização da exposição “Água – Património de Moura:
identificação de um concelho”, também patente no Museu Municipal, a mostra tem
como tema central a água.
José
M. Rodrigues nasceu em 1951, em Lisboa. Entre 1969 e 1993 viveu em Paris e na
Holanda, onde estudou fotografia. Atualmente reside e trabalha em Évora. Com
inúmeras exposições individuais e com trabalhos publicados em diversos livros,
monografias e catálogos, José M. Rodrigues tem a sua obra representada em
várias coleções privadas e públicas. Tem lecionado fotografia em instituições e
escolas nacionais e estrangeiras, sendo presentemente docente convidado na
Universidade de Évora e no IADE-U (Instituto de Arte, Design e Empresa –
Universitário), em
Lisboa. Durante a sua carreira, reconhecida a nível nacional
e internacional, o fotógrafo foi distinguido em Portugal, em 1999, com o Prémio
Pessoa.
A
exposição “Gotas de Água”, de José M. Rodrigues, ficará patente entre 15 de
abril e 31 de julho, no Museu Municipal de Moura (ex-matadouro).
domingo, 7 de fevereiro de 2016
MOURA: Carnaval - Baile da Água
Baile
de Carnaval, no ex-Matadouro Municipal, local onde está patente a exposição
“Água – Património de Moura: identificação de um concelho”.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
ESCRITORES DO ALENTEJO (2) - Urbano Tavares Rodrigues
Urbano Augusto Tavares Rodrigues (Lisboa, 6 de
Dezembro de 1923) é um escritor português.
Urbano Tavares Rodrigues não é apenas o grande
escritor do Alentejo, das suas gentes e das suas paisagens, é também o
romancista e contista de Lisboa e de outras atmosferas cosmopolitas que, como
jornalista e professor universitário, bem conheceu, viajando por todo o mundo.Catedrático jubilado da Faculdade de Letras de Lisboa, membro da Academia das Ciências, tem uma obra literária e ensaística muito vasta e traduzida em inúmeros idiomas, do francês e do espanhol ao russo e ao chinês. Obteve diversos prémios, entre eles o de Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores, o prémio Fernando Namora, o Ricardo Malheiros da Academia das Ciências, etc.
De entre os seus maiores êxitos de crítica e de
público, lembramos A Noite Roxa, Bastardos do Sol, Os Insubmissos, Imitação da
Felicidade, Fuga Imóvel, Violeta e a Noite, O Supremo Interdito, Nunca Diremos
Quem Sois, A Estação Dourada.
Urbano Tavares Rodrigues, que foi afastado do
ensino universitário durante as ditaduras de Salazar e Caetano, participou
activamente na resistência e foi preso e encarcerado por várias vezes nos anos
sessenta.
********************
Ficcionista e ensaísta, nascido em 1923, formado em Filologia Românica
pela Faculdade de Letras de Lisboa. Foi leitor de Português nas universidades
francesas de Montpellier e Sorbonne e, entre 1949 e 1955, foi professor nas
áreas de Língua, Literatura e Cultura Portuguesas em Montpellier,
Aix-en-Provence e Paris (Sorbonne). De regresso a Portugal, em 1955, foi
nomeado assistente da Faculdade de Letras de Lisboa, cargo que seria obrigado a
abandonar, desenvolvendo, entre meados dos anos 60 e até à Revolução de abril,
uma intensa atividade como tradutor e como jornalista em periódicos como o
Diário de Notícias. Em 1974, seria convidado a reintegrar os quadros da
Faculdade de Letras de Lisboa, onde exerceu a atividade docente até 1993. A sua vivência
durante o regime salazarista foi marcada por sucessivos envolvimentos em ações
de resistência (integrou atos de rebelião estudantil; apoiou a candidatura do
general Humberto Delgado à Presidência da República, em 1958; filiou-se, em
1969, no Partido Comunista Português; efetuou viagens clandestinas à
Checoslováquia e a Cuba), mercê das quais foi por diversas vezes detido, viu
algumas obras apreendidas e foi proibido de lecionar. No período
pós-revolucionário, participou ativamente na vida política nacional, tendo
integrado as listas do PCP nas eleições legislativas de 1975. Colaborou em
publicações periódicas como Colóquio, Gazeta Musical e de Todas as Artes,
Vértice, JL, tendo sido codiretor de Europa e integrado o corpo redatorial de
Letras e Artes e de O Século. Foi diretor da extinta Sociedade Portuguesa de
Autores e, em 1980, nomeado presidente da Associação Portuguesa de Escritores,
tendo ainda integrado vários júris de prémios literários. No domínio do ensaio,
em publicações ou como conferencista, destacam-se como temas de preferência as
relações literárias luso-francesas e estudos capitais sobre autores como Manuel
Teixeira Gomes, sobre quem redigiu a sua tese de licenciatura (sob orientação
de Jacinto do Prado Coelho), e sobre quem defenderia a tese de doutoramento:
Manuel Teixeira-Gomes - O Discurso do Desejo. A sua obra literária foi várias
vezes distinguida, tendo recebido o Prémio Ricardo Malheiros para Uma Pedra no
Charco, em 1958; o Prémio da Imprensa Cultural, em 1966, para Imitação da
Felicidade; o Prémio Aquilino Ribeiro da Academia de Ciências para Fuga Imóvel,
em 1982; o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de
Críticos Literários, em 1987, para Vaga de Calor; o Prémio Fernando Namora para
Violeta e a Noite, em 1991; e o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco,
da Associação Portuguesa de Escritores, para A Estação Dourada. Como
ficcionista, o escritor, que viveu em França durante a primeira metade dos anos
50, inscreve-se numa segunda geração neorrealista que, repensando o legado
marxista, à luz do existencialismo e de um pessimismo com determinações
históricas internacionais, no período do pós-guerra, e, mais em Uma Pedrada no Charco ou em Os
Insubmissos , se alheou da experimentação estética ou da
infinita curiosidade pelos recessos e pelas contradições da alma humana. Por
tudo isso nunca tive propriamente escola. Sinto-me devedor do simbolismo. Do
realismo e naturalmente do neorrealismo, mas também do surrealismo, que desde o
início terá deixado sedimentos no meu estilo." (Cf. entrevista conduzida
por José Manuel Mendes a Urbano Tavares Rodrigues, in Letras e Letras, n.º 18,
5 de junho de 1989.)
concretamente, em
Portugal, num período de reforço dos mecanismos de repressão fascista, irá
sendo permeável a uma intrusão da imaginação e do irreal no registo socialmente
datado. Em entrevista inserta no número de Letras e Letras que lhe é
consagrado, confessa ter sempre oscilado entre "o realismo e o
fantástico": "a pressão da realidade envolvente, que era política e
socialmente sórdida, empurrava-me com frequência, com o imperativo das grandes
obrigações morais, para o testemunho, mas nunca esse testemunho-denúncia, tão
marcado, parece-me, Em fevereiro de 2002 recebeu o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores.
Urbano Tavares Rodrigues foi casado com a também escritora Maria Judite de Carvalho.
OBRAS PUBLICADAS
Viagens
·
1949 - Santiago
de Compostela
·
1956 - Jornadas
no Oriente
·
1958 - Jornadas
na Europa
·
1963 - De
Florença a Nova Iorque
·
1973 - Viagem à
União Soviética e Outras Páginas
· 1973 - Redescoberta da França
· 1973 - Redescoberta da França
·
1976 - Registos
de Outono Quente
·
1999 - Agosto no
Cairo: 1956
Ensaios
·
1950 - Manuel
Teixeira Gomes
·
1954 - Présentation
de castro Alves
·
1958 - O Tema da
Morte na Moderna Poesia Portuguesa; integrado depois em O Tema da Morte: Ensaios
·
1960; 1981 - O
Mito de Don Juan
·
1960 - Teixeira
Gomes e a Reacção Antinaturalista
·
1961 - Noites de
Teatro
·
1962; 2001 - O
Algarve na Obra de Teixeira Gomes
·
1964 - O Romance
Francês Comtemporâneo
·
1966; 1978 - Realismo,
Arte de Vanguarda e Nova Cultura
·
1966; 1978 - O
Tema da Morte: Ensaios
·
1968 - A Saudade
na Poesia Portuguesa
·
1969 - Escritos
Temporais
·
1971; 2001 - Ensaios
de Escreviver
·
1977 - Ensaios de
Após-Abril
·
1980 - O Gosto de
Ler
·
1981 - Um Novo
Olhar sobre o Neo-Realismo
·
1984 - Manuel
Teixeira Gomes: O Discurso do Desejo
·
1993 - A Horas e
Desoras
·
1994 - Tradição e
ruptura
·
1995 - O Homem
sem Imagem
·
2001 - O Texto
sobre o Texto
·
2003 - A Flor da
Utopia
Contos e Novelas
·
1952; 1990 - A
Porta dos Limites
·
1959; 1994 - Bastardos
do Sol
·
1971; 1996 - Estrada
de Morrer
·
1976; 1987 - Viamorolência
·
1977; 1985 - As
Pombas são Vermelhas
·
1985 - Oceano
Oblíquo
Novelas
·
1955; 1985 - Vida
Perigosa
·
1956; 1982 - A
Noite Roxa
·
1957; 1998 - Uma
Pedrada no Charco
·
1959; 2012 - As
Aves da Madrugada
·
1960; 1978 - Nus
e Suplicantes
·
1963; 2000 - As
Máscaras Finais
·
1964; 2001 - Terra
Ocupada
·
1964 - A Samarra
·
1968; 1987 - Casa
de Correcção
·
1972 - A
Impossível Evasão
·
1999 - O Último
Dia e o Primeiro
Contos
·
1970; 1992 - Contos
da Solidão
·
1977 - Estórias
Alentejanas
·
2003 - A Estação
Dourada
·
2008 - A Última
Colina
Antologia
·
1958 - O Alentejo
·
1968 - A
Estremadura
·
2003 - O Algarve
em Poemas
Romance
·
1961; 2003 - Os
Insubmissos
·
1962; 1982 - Exílio
Perturbado
·
1966; 1988 - Imitação
da Felicidade
·
1967; 1974 - Despedidas
de Verão
·
1968 - Tempo de
Cinzas
·
1974; 1999 - Dissolução
·
1979; 1986 - Desta
Água Beberei
·
1986; 1987 - A
Vaga de Calor
·
1989 - Filipa
nesse Dia
·
1991 - Violeta e
a Noite
·
1993 - Deriva
·
1995 - A Hora da
Incerteza
·
1997 - O Ouro e o
Sonho
·
1998 - O Adeus à
Brisa
·
2000 - O Supremo
Interdito
·
2002 - Nunca
Diremos quem sois
·
2005 - O Eterno
Efémero
·
2006 - Ao
contrário das Ondas
·
2007 - Os
Cadernos Secretos do Prior do Crato
Narrativa
·
1969; 1973 - Horas
Perdidas
Crónicas
·
1970; 1974 - A
Palma da Mão
·
1971; 1976 - Deserto
com Vozes
·
1974 - As Grades
e os Rio
·
2003 - God Bless
América
Teatro
·
1971; 2001 - As
Torres Milenárias
Ficção
·
1972 - Esta
Estranha Lisboa
·
1982; 1992 - Fuga
Imóvel
·
1986 - A Vaga de
Calor
Texto e fotografia
·
1996 - A Luz da
Cal
·
1998 - Margem da
Ausência
Outros
·
1965; 1998 - Dias
Lamacentos
·
1966 - Roteiro de
Emergência
·
1974 - Perdas e
Danos
·
1975 - Diário da
Ausência
·
1975 - Palavras
de Combate
·
1998 - Os Campos
da Promessa
I
Trago na fonte
e estrela do fogo
da minha revolta
Nunca aceitaria qualquer tirania
nem a do dinheiro
nem a do mais justo ditador
nem a própria vida eu aceito...
tal como ela é
com todas as promessas
do amor e da juventude
e a parda doença
de envelhecer
a morte em cada dia
antecipada
II
Na mais lebrega alfurja
ou na cama de folhas macias
da floresta
onde a chuva te adormeceu
há sempre um idamante de sol
cujos raios te penetram de
ventura
ao sonhares a palavra
liberdade
III
Quando a terra poluída
tiver sorvido
toda a água dos lagos e das
fontes
hei-de levar o meu fantasma
até ao porto sonoro
onde a esperança cai a pique
sobre o mar dos desejos sem limite
Urbano Tavares Rodrigues, in "Horas de Vidro"
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