Poesia Alentejana

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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

MOURA: Prémio Municipal de Artesanato 2017

As candidaturas para o Prémio Municipal de Artesanato 2017 estão a decorrer até 1 de setembro.
A Câmara Municipal de Moura instituiu este prémio que pretende distinguir os artesãos do concelho de Moura, “privilegiando as suas competências técnicas e profissionais, bem como a sua capacidade artística”.
O Prémio de Artesanato assume-se igualmente como “um fator de valorização social e cultural de todos os artesãos” e visa “incentivar a produção artesanal nas suas variadas formas, apelando à qualidade e à inovação enquanto fatores indispensáveis ao desenvolvimento e afirmação do setor das artes e ofícios do concelho”.
A temática é livre, podendo abranger várias áreas, nomeadamente o artesanato tradicional e o contemporâneo. Cada artesão pode concorrer apenas com uma peça, e podem ser apresentadas peças de autoria partilhada.
A apresentação de candidaturas deverá ser formalizada, mediante o preenchimento de formulário próprio. Informações suplementares e normas do concurso podem ser consultadas na Câmara Municipal de Moura, estando também disponíveis no website da autarquia.

sábado, 15 de julho de 2017

MOURA: Corrida de Touros à Portuguesa

Os Toiros regressam à castiça Praça José Almeida com um cartel de excelência como Moura merece!
No próximo dia 16 de Julho, pelas 22h00, uma Sensacional Corrida de Toiros à Portuguesa integrada nas Festas em Honra de Nossa Senhora do Carmo.
Num grandioso Concuro de Ganadarias, lidar-se-á um curro de 6 Toiros de Pinto Barreiros, António Lampreia, Falé Filipe, Santiago, Calejo Pires e Monte Cadema para um trio apoteótico de cavaleiros: António Ribeiro Telles, Luís Rouxinol e João Ribeiro Telles Jr. As pegas estarão a cargo dos prestigiados Grupos de Forcados Amadores de Vila Franca de Xira (capitaneados por Ricardo Castelo) e Real de Moura (campitaneados por Valter Rico).
VENDA DE BILHETES
Moura: Dallas Bar; Liberato; Sr. José Farelo (936 526 92).
Póvoa de São Miguel: Café Ginja
Amareleja: Café Pêra
Brinches: Café Castelhano

RESERVAS: 969 24 734

segunda-feira, 24 de abril de 2017

43 anos de Liberdade comemorados no concelho de Moura

Os 43 anos da Revolução do 25 de Abril vão ser assinalados no concelho de Moura com um conjunto de iniciativas promovidas pela câmara municipal, juntas de freguesia e movimento associativo.
A Revolução dos Cravos e a conquista da Liberdade são comemoradas, entre 18 e 25 de abril, com cerimónias alusivas, com música, poesia, desporto e festa, em todas as localidades do concelho.
Em Moura, o programa inicia-se a 18, com a ornamentação da fachada da Câmara Municipal de Moura com trabalhos realizados pelas crianças na Ludoteca Municipal. Na sexta-feira, 21, às 21:30, haverá um serão de poesia musicada, no Conservatório Regional do Baixo Alentejo – Secção de Moura.
No sábado, 22, às 22:30, e também no âmbito da programação cultural, Jorge Palma dará um concerto no Cine-Teatro Caridade de Moura. Os bilhetes para este espetáculo têm um custo de 10€ e podem ser reservados na receção da Divisão de Cultura, Património e Desporto, da CMM, na Praça Sacadura Cabral, em Moura, ou através do n.º de telefone 285250460.
A 23, domingo, às 16:00, as bandas da Sociedade Filarmónica União Mourense “Os Amarelos" e do Centro Recreativo Amadores de Música “Os Leões” darão um concerto na Praça Sacadura Cabral.
Na segunda-feira, 24 de abril, às 10:00 e às 14:30 será feita uma visita guiada às escavações arqueológicas do Castelo de Moura. Às 21:30, na Praça Sacadura Cabral haverá um espetáculo de música popular e de Cante Alentejano, seguindo-se, à meia-noite, o lançamento de fogo-de-artifício.
No 25 de abril, terça-feira, às 09:00 realiza-se a habitual cerimónia do Içar da Bandeira, frente aos Paços do Concelho.

Em todas as freguesias do concelho haverá iniciativas de comemoração do 25 de Abril, cujo programa segue em anexo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Exposição no Museu Municipal de Moura

“Aquedutos de Portugal”é o nome da exposição de fotografia de Pedro Inácio que será inaugurada amanhã, sábado, pelas 11 e 30 horas, no Museu Municipal de Moura (antigo Matadouro Municipal), onde ficará patente ao público até ao dia 17 de março. De acordo com a câmara, as fotografias de Pedro Inácio “retratam diversos aquedutos nacionais, testemunhando a importância dos mesmos enquanto herança cultural e obras de engenharia espetaculares que serviam para o transporte e abastecimento de água”. A mostra, que conta com o apoio do Museu da Água e da EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres, tem percorrido, desde 2011, vários espaços nacionais e internacionais. Pedro Inácio é museólogo e investigador na área do Património Cultural. Trabalha no Museu da Água da EPAL e é vice-presidente da APOM – Associação Portuguesa de Museologia. Iniciou a sua atividade fotográfica em 1984, tendo realizado, em 2005, a sua primeira exposição individual. Tem quatro livros editados, resultantes do seu trabalho de investigação patrimonial.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

MOURA: Prémio Municipal de Artesanato 2016

Com esta iniciativa, a autarquia pretende distinguir os artesãos do concelho de Moura, “privilegiando as suas competências técnicas e profissionais, bem como a sua capacidade artística”.
O Prémio de Artesanato, assumindo-se igualmente como “um fator de valorização social e cultural de todos os artesãos”, visa “incentivar a produção artesanal nas suas variadas formas, apelando à qualidade e à inovação enquanto fatores indispensáveis ao desenvolvimento e afirmação do sector das artes e ofícios do concelho”.
As candidaturas ao Prémio Nacional de Artesanato de 2016 decorrem até 2 de Setembro.
A apresentação de candidaturas deverá ser formalizada, mediante o preenchimento de formulário próprio, nos serviços da Divisão de Cultura, Património e Desporto (DCPD) da Câmara Municipal de Moura. Ali poderão ser fornecidas informações suplementares e consultadas as normas do concurso, também disponíveis no website da autarquia.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Campanha de recolha de sangue, em Moura

No próximo sábado, dia 2 de julho, a Associação Humanitária dos Dadores de Sangue de Beja promove uma campanha de recolha de sangue, durante todo o dia, no edifício dos Bombeiros Voluntários de Moura.
Quem pretender associar-se a esta iniciativa sob o lema "Porque há alguém que precisa de si…Não seja indiferente à vida" poderá fazê-lo entre as 9:30 e as 13:00 e entre as 15:00 e as 17:30.

terça-feira, 19 de abril de 2016

MOURA: Fotógrafo José Manuel Rodrigues expõe “Gotas de Água”

De 15 de abril a 31 de julho, no Museu Municipal
 “Gotas de Água” é o título da exposição do conceituado fotógrafo José M. Rodrigues, que será inaugurada na sexta-feira, 15, às 18:00, no Museu Municipal de Moura (ex-matadouro).
“Gotas de Água” é o título da exposição do conceituado fotógrafo José M. Rodrigues, que será inaugurada na próxima sexta-feira, 15, às 18:00, no Museu Municipal de Moura (ex-matadouro).
Cerca de duas dezenas de fotografias e três instalações compõem a exposição “Gotas de Água”, organizada propositadamente para ser apresentada em Moura. Sendo mais uma atividade de dinamização da exposição “Água – Património de Moura: identificação de um concelho”, também patente no Museu Municipal, a mostra tem como tema central a água.
José M. Rodrigues nasceu em 1951, em Lisboa. Entre 1969 e 1993 viveu em Paris e na Holanda, onde estudou fotografia. Atualmente reside e trabalha em Évora. Com inúmeras exposições individuais e com trabalhos publicados em diversos livros, monografias e catálogos, José M. Rodrigues tem a sua obra representada em várias coleções privadas e públicas. Tem lecionado fotografia em instituições e escolas nacionais e estrangeiras, sendo presentemente docente convidado na Universidade de Évora e no IADE-U (Instituto de Arte, Design e Empresa – Universitário), em Lisboa. Durante a sua carreira, reconhecida a nível nacional e internacional, o fotógrafo foi distinguido em Portugal, em 1999, com o Prémio Pessoa.
A exposição “Gotas de Água”, de José M. Rodrigues, ficará patente entre 15 de abril e 31 de julho, no Museu Municipal de Moura (ex-matadouro).

domingo, 7 de fevereiro de 2016

MOURA: Carnaval - Baile da Água

Baile de Carnaval, no ex-Matadouro Municipal, local onde está patente a exposição “Água – Património de Moura: identificação de um concelho”.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

ESCRITORES DO ALENTEJO (2) - Urbano Tavares Rodrigues

 Urbano Augusto Tavares Rodrigues (Lisboa, 6 de Dezembro de 1923) é um escritor português.
Urbano Tavares Rodrigues não é apenas o grande escritor do Alentejo, das suas gentes e das suas paisagens, é também o romancista e contista de Lisboa e de outras atmosferas cosmopolitas que, como jornalista e professor universitário, bem conheceu, viajando por todo o mundo.
Catedrático jubilado da Faculdade de Letras de Lisboa, membro da Academia das Ciências, tem uma obra literária e ensaística muito vasta e traduzida em inúmeros idiomas, do francês e do espanhol ao russo e ao chinês. Obteve diversos prémios, entre eles o de Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores, o prémio Fernando Namora, o Ricardo Malheiros da Academia das Ciências, etc.
De entre os seus maiores êxitos de crítica e de público, lembramos A Noite Roxa, Bastardos do Sol, Os Insubmissos, Imitação da Felicidade, Fuga Imóvel, Violeta e a Noite, O Supremo Interdito, Nunca Diremos Quem Sois, A Estação Dourada.
Urbano Tavares Rodrigues, que foi afastado do ensino universitário durante as ditaduras de Salazar e Caetano, participou activamente na resistência e foi preso e encarcerado por várias vezes nos anos sessenta.
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Ficcionista e ensaísta, nascido em 1923, formado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa. Foi leitor de Português nas universidades francesas de Montpellier e Sorbonne e, entre 1949 e 1955, foi professor nas áreas de Língua, Literatura e Cultura Portuguesas em Montpellier, Aix-en-Provence e Paris (Sorbonne). De regresso a Portugal, em 1955, foi nomeado assistente da Faculdade de Letras de Lisboa, cargo que seria obrigado a abandonar, desenvolvendo, entre meados dos anos 60 e até à Revolução de abril, uma intensa atividade como tradutor e como jornalista em periódicos como o Diário de Notícias. Em 1974, seria convidado a reintegrar os quadros da Faculdade de Letras de Lisboa, onde exerceu a atividade docente até 1993. A sua vivência durante o regime salazarista foi marcada por sucessivos envolvimentos em ações de resistência (integrou atos de rebelião estudantil; apoiou a candidatura do general Humberto Delgado à Presidência da República, em 1958; filiou-se, em 1969, no Partido Comunista Português; efetuou viagens clandestinas à Checoslováquia e a Cuba), mercê das quais foi por diversas vezes detido, viu algumas obras apreendidas e foi proibido de lecionar. No período pós-revolucionário, participou ativamente na vida política nacional, tendo integrado as listas do PCP nas eleições legislativas de 1975. Colaborou em publicações periódicas como Colóquio, Gazeta Musical e de Todas as Artes, Vértice, JL, tendo sido codiretor de Europa e integrado o corpo redatorial de Letras e Artes e de O Século. Foi diretor da extinta Sociedade Portuguesa de Autores e, em 1980, nomeado presidente da Associação Portuguesa de Escritores, tendo ainda integrado vários júris de prémios literários. No domínio do ensaio, em publicações ou como conferencista, destacam-se como temas de preferência as relações literárias luso-francesas e estudos capitais sobre autores como Manuel Teixeira Gomes, sobre quem redigiu a sua tese de licenciatura (sob orientação de Jacinto do Prado Coelho), e sobre quem defenderia a tese de doutoramento: Manuel Teixeira-Gomes - O Discurso do Desejo. A sua obra literária foi várias vezes distinguida, tendo recebido o Prémio Ricardo Malheiros para Uma Pedra no Charco, em 1958; o Prémio da Imprensa Cultural, em 1966, para Imitação da Felicidade; o Prémio Aquilino Ribeiro da Academia de Ciências para Fuga Imóvel, em 1982; o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários, em 1987, para Vaga de Calor; o Prémio Fernando Namora para Violeta e a Noite, em 1991; e o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, da Associação Portuguesa de Escritores, para A Estação Dourada. Como ficcionista, o escritor, que viveu em França durante a primeira metade dos anos 50, inscreve-se numa segunda geração neorrealista que, repensando o legado marxista, à luz do existencialismo e de um pessimismo com determinações históricas internacionais, no período do pós-guerra, e, mais em Uma Pedrada no Charco ou em Os Insubmissos, se alheou da experimentação estética ou da infinita curiosidade pelos recessos e pelas contradições da alma humana. Por tudo isso nunca tive propriamente escola. Sinto-me devedor do simbolismo. Do realismo e naturalmente do neorrealismo, mas também do surrealismo, que desde o início terá deixado sedimentos no meu estilo." (Cf. entrevista conduzida por José Manuel Mendes a Urbano Tavares Rodrigues, in Letras e Letras, n.º 18, 5 de junho de 1989.)
concretamente, em Portugal, num período de reforço dos mecanismos de repressão fascista, irá sendo permeável a uma intrusão da imaginação e do irreal no registo socialmente datado. Em entrevista inserta no número de Letras e Letras que lhe é consagrado, confessa ter sempre oscilado entre "o realismo e o fantástico": "a pressão da realidade envolvente, que era política e socialmente sórdida, empurrava-me com frequência, com o imperativo das grandes obrigações morais, para o testemunho, mas nunca esse testemunho-denúncia, tão marcado, parece-me,
Em fevereiro de 2002 recebeu o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores.

Urbano Tavares Rodrigues foi casado com a também escritora Maria Judite de Carvalho.
OBRAS PUBLICADAS

Viagens

·                    1949 - Santiago de Compostela
·                    1956 - Jornadas no Oriente
·                    1958 - Jornadas na Europa
·                    1963 - De Florença a Nova Iorque
·                    1973 - Viagem à União Soviética e Outras Páginas
·                    1973 - Redescoberta da França
·                    1976 - Registos de Outono Quente
·                    1999 - Agosto no Cairo: 1956

Ensaios

·                    1950 - Manuel Teixeira Gomes
·                    1954 - Présentation de castro Alves
·                    1958 - O Tema da Morte na Moderna Poesia Portuguesa; integrado depois em O Tema da Morte: Ensaios
·                    1960; 1981 - O Mito de Don Juan
·                    1960 - Teixeira Gomes e a Reacção Antinaturalista
·                    1961 - Noites de Teatro
·                    1962; 2001 - O Algarve na Obra de Teixeira Gomes
·                    1964 - O Romance Francês Comtemporâneo
·                    1966; 1978 - Realismo, Arte de Vanguarda e Nova Cultura
·                    1966; 1978 - O Tema da Morte: Ensaios
·                    1968 - A Saudade na Poesia Portuguesa
·                    1969 - Escritos Temporais
·                    1971; 2001 - Ensaios de Escreviver
·                    1977 - Ensaios de Após-Abril
·                    1980 - O Gosto de Ler
·                    1981 - Um Novo Olhar sobre o Neo-Realismo
·                    1984 - Manuel Teixeira Gomes: O Discurso do Desejo
·                    1993 - A Horas e Desoras
·                    1994 - Tradição e ruptura
·                    1995 - O Homem sem Imagem
·                    2001 - O Texto sobre o Texto
·                    2003 - A Flor da Utopia

Contos e Novelas

·                    1952; 1990 - A Porta dos Limites
·                    1959; 1994 - Bastardos do Sol
·                    1971; 1996 - Estrada de Morrer
·                    1976; 1987 - Viamorolência
·                    1977; 1985 - As Pombas são Vermelhas
·                    1985 - Oceano Oblíquo

Novelas

·                    1955; 1985 - Vida Perigosa
·                    1956; 1982 - A Noite Roxa
·                    1957; 1998 - Uma Pedrada no Charco
·                    1959; 2012 - As Aves da Madrugada
·                    1960; 1978 - Nus e Suplicantes
·                    1963; 2000 - As Máscaras Finais
·                    1964; 2001 - Terra Ocupada
·                    1964 - A Samarra
·                    1968; 1987 - Casa de Correcção
·                    1972 - A Impossível Evasão
·                    1999 - O Último Dia e o Primeiro

Contos

·                    1970; 1992 - Contos da Solidão
·                    1977 - Estórias Alentejanas
·                    2003 - A Estação Dourada
·                    2008 - A Última Colina

Antologia

·                    1958 - O Alentejo
·                    1968 - A Estremadura
·                    2003 - O Algarve em Poemas

Romance

·                    1961; 2003 - Os Insubmissos
·                    1962; 1982 - Exílio Perturbado
·                    1966; 1988 - Imitação da Felicidade
·                    1967; 1974 - Despedidas de Verão
·                    1968 - Tempo de Cinzas
·                    1974; 1999 - Dissolução
·                    1979; 1986 - Desta Água Beberei
·                    1986; 1987 - A Vaga de Calor
·                    1989 - Filipa nesse Dia
·                    1991 - Violeta e a Noite
·                    1993 - Deriva
·                    1995 - A Hora da Incerteza
·                    1997 - O Ouro e o Sonho
·                    1998 - O Adeus à Brisa
·                    2000 - O Supremo Interdito
·                    2002 - Nunca Diremos quem sois
·                    2005 - O Eterno Efémero
·                    2006 - Ao contrário das Ondas
·                    2007 - Os Cadernos Secretos do Prior do Crato

Narrativa

·                    1969; 1973 - Horas Perdidas

Crónicas

·                    1970; 1974 - A Palma da Mão
·                    1971; 1976 - Deserto com Vozes
·                    1974 - As Grades e os Rio
·                    2003 - God Bless América

Teatro

·                    1971; 2001 - As Torres Milenárias

Ficção

·                    1972 - Esta Estranha Lisboa
·                    1982; 1992 - Fuga Imóvel
·                    1986 - A Vaga de Calor

Texto e fotografia

·                    1996 - A Luz da Cal
·                    1998 - Margem da Ausência

Outros

·                    1965; 1998 - Dias Lamacentos
·                    1966 - Roteiro de Emergência
·                    1974 - Perdas e Danos
·                    1975 - Diário da Ausência
·                    1975 - Palavras de Combate
·                    1998 - Os Campos da Promessa
Destino
I
Trago na fonte
e estrela do fogo
da minha revolta
Nunca aceitaria qualquer tirania
nem a do dinheiro
nem a do mais justo ditador
nem a própria vida eu aceito...
tal como ela é
com todas as promessas
do amor e da juventude
e a parda doença
de envelhecer
a morte em cada dia
antecipada
II
Na mais lebrega alfurja

ou na cama de folhas macias
da floresta
onde a chuva te adormeceu
há sempre um idamante de sol
cujos raios te penetram de
ventura
ao sonhares a palavra
liberdade
III
Quando a terra poluída

tiver sorvido
toda a água dos lagos e das
fontes
hei-de levar o meu fantasma
até ao porto sonoro
onde a esperança cai a pique
sobre o mar dos desejos sem limite
Urbano Tavares Rodrigues, in "Horas de Vidro"